Vitor Roque acumula vasta bagagem para alguém de apenas 21 anos. O atacante mineiro defendeu as camisas de América-MG, Cruzeiro, Athletico-PR, Barcelona e Real Betis, além da seleção brasileira, antes de buscar uma bem sucedida retomada no Palmeiras. Seu currículo inclui também duas finais de Libertadores, ambas perdidas para o Flamengo, pelo Furacão em 2022 e pelo Verdão em 2025.

Em entrevista exclusiva à PLACAR para o Guia da Libertadores de 2026, o Tigrinho do Verdão assegurou que a finalização bloqueada por Danilo no apagar das luzes da última final em Lima não lhe tira o sono. “Ficou um gostinho amargo, a sensação de que podíamos conquistar esse título. Mas este ano tenho certeza de que vai ser diferente.”

No papo exclusivo, Vitor Roque contou o segredo do sucesso da dupla com Flaco López, apontou Cristiano Ronaldo como sua maior inspiração e contou bastidores do dia a dia no Palmeiras.

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Confira, abaixo, um trecho da entrevista:

Vitor Roque e a Libertadores

Vitor, você se destaca na Libertadores desde a estreia, marcando gol pelo Athletico Paranaense. O que faz dessa competição tão especial, especialmente para o torcedor do Palmeiras? A Libertadores é uma competição muito especial para nós, nosso principal objetivo da temporada. Claro que ano passado batemos na trave e ficou um gostinho amargo, a sensação de que podíamos conquistar esse título. Mas este ano tenho certeza de que vai ser diferente. Vamos brigar em cada jogo e, se Deus quiser, conquistar esse título.

Como você assimila as duas finais perdidas para o Flamengo? Ainda passa pela sua cabeça o que aconteceu? Não, acho que já é página virada. Serviu, claro, de aprendizado para mim e para todos nós. Ano passado, sabíamos que tínhamos totais condições de fazer um jogo melhor [na final], mas não deu certo, não aconteceu nada como esperávamos. E agora é continuar trabalhando com muita humildade, focando na Libertadores deste ano, para conquistar esse título que vai ser muito importante.

Desculpe insistir na última final, mas queria falar sobre o minuto 87. Aquela jogada em que você emenda para o gol, mas o Danilo dá um leve desvio e ela não entra, ainda te atormenta? Dava para ter feito algo diferente? É um lance de jogo. As pessoas falam muito de fora, parece fácil, mas são segundos para pensar. Eu tive a bola e chutei; o Danilo foi feliz no bloqueio. Aconteceu. Deus não quis que entrasse, eu sempre vejo dessa forma. E é continuar trabalhando, não vejo como um “gol perdido” da forma como algumas pessoas pintam. Eu revi os lances e pensei: “Caraca, eu poderia ter cortado”. Mas se eu corto e perco, falariam que eu tinha que ter chutado. São milésimos de segundo.