O goleiro argentino Agustín Rossi esperou por quase sete anos para tirar o grito de campeão entalado da garganta. Esse é o tempo que separa o vice-campeonato da Copa Libertadores de 2018 – quando era reserva do Boca Juniors na decisão perdida para o River Plate, no Santiago Bernabéu -, da glória alcançada com o Flamengo em 29 de novembro de 2025.
Decisivo em praticamente todas as fases da campanha que consagrou o Rubro-Negro como o primeiro clube brasileiro tetracampeão do torneio, Rossi agora traça planos mais ambiciosos.
Em entrevista exclusiva à PLACAR para o Guia da Libertadores de 2026, o jogador revelou que deseja alcançar com o clube a condição de maior vencedor da América – o Independiente lidera a corrida com sete taças, enquanto o Boca tem seis.
“Pessoalmente, realizei um dos meus maiores sonhos [com o título da Libertadores]. Para estas duas torcidas (Boca e Flamengo), a Libertadores virou quase uma obrigação, é uma obesessão muito grande”, disse.
“Das últimas sete finais, o Flamengo disputou quatro e ganhou três. Isso faz todo mundo acreditar que é possível alcançar o feito. Esperamos estar cada dia mais perto de nos tornarmos os maiores campeões da América”, completou
No papo exclusivo, Rossi ainda falou que não faz projeções de saída nem mesmo para um clube na Europa, contou bastidores da saída de Filipe Luís e da perda do Mundial de Clubes para o Paris Saint-Germain, nos pênaltis, além do convívio com Cristiano Ronaldo nos tempos de Al-Nassr.
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Confira, abaixo, um trecho da entrevista:
Rossi e a Libertadores
Rossi, podemos dizer que a Libertadores se transformou em uma obsessão para o flamenguista? Como lidam com a pressão do favoritismo e, agora, a condição de time a ser batido? Nos últimos sete anos, ganhamos três Libertadores. Chegar a mais uma final faz com que todos queiram bater o Flamengo, isso é natural. Acabamos nos tornando os maiores favoritos tanto por essa quantidade de conquistas quanto por sermos os atuais campeões, mas isso traz uma motivação extra. Não sei se a expressão certa é “lidar com essa pressão”. Acredito que, por tudo o que o Flamengo conquistou e pelo que fizemos no ano passado, há sempre um desejo geral de derrotar o atual campeão. Obviamente, é um privilégio jogar no Flamengo, e isso faz toda a diferença. Para quem atua aqui, ter essa responsabilidade é algo maravilhoso. Portanto, temos que defender esse posto com o nosso maior respeito e comprometimento.











