A bola vai rolar para a fase de grupos da Copa Libertadores. Nesta quarta-feira, 8, às 21h30 (de Brasília), o Cusco recebe o Flamengo no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, no Peru, em duelo válido pela primeira rodada da competição continental.
A partida marca o início da jornada rubro-negra em busca de mais uma Glória Eterna, enfrentando logo de cara um dos maiores adversários dos times brasileiros: a altitude de aproximadamente 3.399 metros.
O Cusco tem, entre suas particularidades, uma mudança de nome recente. Fundado em 2009, o clube passou por transformações profundas para tentar se consolidar como a principal força da cidade imperial.
Quando nasceu, o time foi batizado por nome familiar para quem acompanha futebol sul-americano: Real Garcilaso. Criado pelo empresário Julio Vasquez, não demorou muito para subir para a Primeira Divisão, feito conquistado em 2011, após vencer a Copa Peru. Classificado para a Libertadores de 2013, o Real chegou às quartas de final.
Resistência local e mudança de nome
Desde os primeiros anos, porém, o Real Garcilaso enfrentou resistência dentro da própria cidade de Cusco. Isso, pois, a região já contava com dois clubes tradicionais: o Cienciano e o Deportivo Garcilaso.
O Real, além de tudo, adotava cores praticamente iguai às do Deportivo Garcilaso. A tensão era ainda maior pelo fato de Julio Vásquez, que, antes de fundar o Real, ter tentado ingressar como investidor no Deportivo.
Assim, pressionada, a diretoria decidiu reformular completamente a identidade do clube. O nome foi alterado para Cusco FC, e as cores passaram do celeste e branco para dourado e preto.
Já assim rebatizado, o Cusco disputou a Copa Sul-Americana de 2020 e 2025. Nesse período, também foi rebaixado, em 2022.









