A convocação de Neymar pelo técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 gerou repercussão na imprensa internacional. Em artigo de opinião publicado no jornal britânico The Guardian, o jornalista Jonathan Wilson criticou a decisão, classificando a inclusão do atacante de 34 anos como uma “tentativa desesperada” de replicar o sucesso de Lionel Messi com a Argentina em 2022.

“A escolha de Neymar é ou um grande ato de fé por parte de Ancelotti, ou uma aceitação, por parte do italiano, de que existem exigências políticas sobre o técnico da seleção brasileira das quais nem mesmo o treinador mais vitorioso da história da Champions League consegue escapar. Ancelotti acredita muito no talento, mas nada na forma de Neymar justifica sua convocação. É uma escolha baseada na esperança, e não na lógica. Talvez ele entre em campo e faça uma contribuição decisiva, mas isso parece mais um exemplo da necessidade que o Brasil tem de que Neymar seja o seu Messi”, escreveu, conforme registrado pelo Lance!.

Segundo a análise de Wilson, a seleção brasileira tenta criar um “Messi para chamar de seu” desde a estreia do jogador, estabelecendo uma dependência técnica prejudicial. O jornalista aponta que, embora Messi tenha liderado sua seleção ao título mundial aos 35 anos, existem poucas semelhanças físicas e técnicas com o atual momento do atleta do Santos.

Condição física e pressões de bastidores

Neymar em ação contra o Coritiba, na Neo Química Arena - Alexandre Battibugli/PLACAR

Neymar em ação contra o Coritiba, na Neo Química Arena – Alexandre Battibugli/PLACAR

Além disso, o texto destaca que o atacante atuou por apenas 682 minutos na liga nacional e se recupera de uma lesão na panturrilha.

“Mas Messi chegou à última Copa do Mundo após uma meia temporada em que disputou 18 jogos na Ligue 1 e na Liga dos Campeões, marcando dez gols. Neymar, por sua vez, foi titular em 27 jogos do campeonato nos últimos três anos. Ele havia jogado apenas 682 minutos na liga neste ano, mesmo antes de sofrer uma lesão na panturrilha esta semana”, destacou.