Quarenta anos após “La Mano de Dios“, a Inglaterra retorna ao estádio Azteca, onde enfrenta o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. No entanto, em entrevista coletiva neste sábado, 4, uma pergunta ao técnico Thomas Tuchel se distanciou do jogo histórico diante da Argentina, para tratar de um assunto inusitado: o suposto uso de Viagra por jogadores ingleses para amenizar os efeitos da altitude da Cidade do México, localizada há mais de 2 mil metros acima do nível do mar.
“A informação não procede, não é verdade”, garantiu Tuchel.

Segundo o Globo Esporte, o boato surgiu por meio de tabloides britânicos, que reportaram sobre a possibilidade da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) autorizar a utilização do famoso remédio para impotência sexual, como auxiliador na tarefa de lidar com a altitude local — uma vez que ele também é vasodilatador.
Apesar de negar a informação, o técnico alemão não escondeu que os mais de 2 mil metros acima do nível do mar são sim um desafio. “Sentimos até mesmo se não treinarmos. Senti um pouco de dor de cabeça, não dormi tão bem quanto nos dias anteriores. Mas nada que não possa suportar, se adaptar. Acho que os jogadores sentiram no começo do treino. É a realidade.”
Tuchel ainda admitiu que o tempo é curto para uma adptação física mais profunda: “Teremos o aquecimento pré-jogo para sentir a velocidade da bola. Não é estranho eles começarem tão fortes. Vai ser muito difícil para a gente nos primeiros 20, 30 minutos. Mas acho que estamos numa boa posição.”
Sobre o gol de Maradona na Copa de 1986, ele admitiu que a lembraça ainda é ruim. “Todo mundo se lembra do gol, é um icônico gol no Azteca, uma grande decepção para a Inglaterra. É doloroso, ainda dói, mas não estamos aqui para vingança. Não é nem o mesmo oponente. Estamos aqui em ótimo espírito.”
As seleções mexicana e inglesa entram em campo neste domingo, 5, às 21h do horário de Brasília. O vencedor do confronte terá Brasil ou Noruega pelas quartas de final desta edição de Mundial.










