Dezenas de políticos do Parlamento Europeu pediram às federações europeias que investiguem Gianni Infantino, presidente da Fifa. De acordo com a agência Ansa, os parlamentares, por meio de uma carta, destacaram que desejam apurar se Infantino interferiu na retirada da suspensão automática de Folarin Balogun, dos Estados Unidos.
Segundo o site, a carta promovida pelos parlamentares Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fugslang já foi assinada por cerca de trinta deputados. O material ressalta que o presidente da Fifa feriu diferentes artigos e princípios do Código de Ética da Fifa.

“Os Estatutos da Fifa exigem que as associações-membro ‘respeitem integralmente’ estas regras. Sustentamos que esta relação é recíproca e que as associações-membro estão obrigadas pelo Código de Ética da Fifa a exigir que os altos dirigentes da Fifa sejam responsabilizados sempre que existam provas que sugiram uma violação das regras de neutralidade política”, escreveram.
Caso Balogun: o que aconteceu?
Na partida contra a Bósnia na fase de 16 avos de final, Balogun pisou no calcanhar do zagueiro Muharemovic, foi expulso e teria de cumprir suspensão automática de um jogo. O atacante, no entanto, teve sua suspensão revogada e atuou contra a Bélgica nas oitavas de final da Copa. Os Estados Unidos perderam o confronto por 4 a 1 e deram adeus à Copa do Mundo.
Com a carta assinada, o caso ganha novos contornos e a pressão sobre a entidade aumenta. Nesta semana, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, revelou que ligou para Infantino visando solicitar a revogação da suspensão de Balogun.

Balogun na eliminação dos EUA para a Bélgica – STEPHEN BRASHEAR/EFE
Confira trechos da carta
“As disposições estatutárias e o código de ética da Fifa fornecem uma base muito clara para que as associações membro intervenham e solicitem uma investigação.
A exigência de neutralidade política está claramente definida tanto nos Estatutos da Fifa quanto no Código de Ética.
O Artigo 4(2) dos Estatutos da Fifa define o princípio de que ‘a Fifa deve manter-se neutra em matéria de política e religião’, e o Artigo 15 do Código de Ética da Fifa estipula que todos os dirigentes de futebol devem manter-se politicamente neutros e prevê sanções severas para as violações.
Os Estatutos da Fifa exigem que as associações-membro ‘respeitem integralmente’ estas regras. Sustentamos que esta relação é recíproca e que as associações-membro estão obrigadas pelo Código de Ética da Fifa a exigir que os altos dirigentes da Fifa sejam responsabilizados sempre que existam provas que sugiram uma violação das regras de neutralidade política.
Além disso, o Artigo 16 do Código de Ética da Fifa afirma que os dirigentes de futebol “têm um dever fiduciário para com a Fifa , as confederações, associações, ligas ou clubes” e que “uma violação do dever fiduciário ocorre quando, entre outras coisas, alguém numa posição de responsabilidade ou confiança age de uma forma prejudicial aos interesses da Fifa , das confederações, associações, ligas ou clubes ou que seja suscetível de prejudicar a sua reputação”. As associações membros têm um papel importante a desempenhar para garantir que as regras sejam respeitadas e que aqueles que as violam sejam responsabilizados.”
Fonte: Ansa









