Neymar realizou nesta terça-feira, 16, a sua primeira atividade em campo com a Seleção Brasileira. O treino do atacante foi leve, de tênis, seguindo o cronograma de recuperação da lesão de grau 2 sofrida na panturrilha direita. O camisa 10 não deve atuar contra o Haiti, na sexta-feira, 16.
Em maio, a PLACAR conversou com Filipe Abdalla, especialista em fisioterapia esportiva, sobre a lesão muscular de Neymar, quando o craque ainda estava no início de sua recuperação. O fisioterapeuta explicou que a avaliação da evolução da lesão deve ser feita diariamente, o que torna imprevisível estipular qualquer prazo real.
“O que foi colocado como tempo médio de 15 a 20 dias não significa que um atleta vá precisar desse prazo, pode ser que a recuperação seja realmente mais rápida. O atleta é diferente, ele tem uma preparação, um sono e uma alimentação diferente. […] Uma lesão grau 2 deve ser avaliada diariamente, então não pode usar exame de imagem como critério único de melhora clínica do Neymar. Força muscular, dor e qualidade do tecido são outros critérios para avaliar a situação do atleta”, disse Abdalla.
Lesão muscular ou edema, qual a diferença?

Neymar faz tratamento intensivo para jogar ainda na 1ª fase da Copa – Nelson Terme/CBF
Antes da convocação, o Santos havia informado a cbf que Neymar havia sido diagnosticado com um edema , e não uma lesão muscular, o que causou polêmica na época. Ao ser questionado sobre o assunto, Abdalla explicou a diferença entre as contusões:
“A classificação britânica mostra o grau da lesão, em número, então, do grau 0 ao 4 seria a pior lesão, em ordem crescente, e também trabalha com letras. A seria só fibra muscular, B é uma transição de tendão para músculo, e C seria já próximo do osso. Já o edema é um líquido, um inchaço, causado por um estiramento de uma fibra muscular, que, devido à vascularização do músculo, sangra bastante. O edema é um grau menos avançado do que uma ruptura de fibra muscular”.








