A derrota do Paris Saint-Germain para o Botafogo na última Copa do Mundo de Clubes deixou lições para o zagueiro Marquinhos. O capitão da seleção brasileira lembrou do confronto, marcado pela surpresa dos brasileiros, para citar os cuidados para a decisiva partida contra o Japão. A partida válida pela fase de 16 avos de final da competição ocorre nesta segunda-feira, 29, às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston.
“Acho que cabe a vocês fazer essa análise e definir as porcentagens que considerarem mais adequadas. Nós estamos aqui há quase um mês, disputando esta Copa do Mundo, sem desvalorizar nenhum adversário. Em nenhum momento deixamos que qualquer tipo de favoritismo nos tirasse os pés do chão. Na última Copa do Mundo, fomos eliminados pela Croácia, mesmo com muita gente dizendo que éramos uma seleção superior. Da mesma forma, no último Mundial de Clubes, o meu time, o PSG, perdeu para o Botafogo, embora muitos afirmassem que o PSG estivesse muito acima do adversário. O futebol é assim: tudo precisa ser mostrado dentro de campo”, definiu.

Ausente na derrota por 3 a 2 do Brasil diante dos japoneses, em um amistoso na Data Fifa de outubro passado, o experiente jogador ainda falou sobre o fato de já na última Copa do Mundo muitas seleções terem sido surpreendidas.

Marquinhos lamenta a eliminação para os croatas na última Copa do Mundo – Ricardo Corrêa/Placar
Na atual edição, a principal “zebra” atende pelo feito de Cabo Verde, estreante no torneio, mas que conseguiu desbancar no Grupo H o bicampeão Uruguai para ficar com uma das vagas aos mata-matas.
“Eu respeito muito os nossos adversários, mas respeito ainda mais o nosso trabalho, a nossa seleção e a nossa história”, ponderou o jogador. “A gente se prepara para um jogo como esse da melhor forma possível. Acho que o futebol vem se equilibrando cada vez mais, vem se nivelando. Nos últimos anos, vimos isso acontecer. Nas últimas edições da Copa do Mundo, muitas seleções tradicionais acabaram sendo eliminadas por equipes que, no passado, talvez não estivessem na primeira prateleira do futebol mundial”, explicou.
Questionado sobre qual seria a porcentagem de chance de vitória para o Brasil e para o Japão, o capitão desconversou: “Talvez eles tenham chegado a esta Copa do Mundo com mais confiança do que nós. Vivemos alguns anos conturbados, tanto dentro quanto fora de campo. Mas, graças ao nosso trabalho e a tudo pelo que lutamos, conseguimos melhorar e mudar um pouco essa atmosfera, essa energia. Recuperamos também a confiança do grupo, dos nossos torcedores e até da imprensa. Hoje, chegamos a um momento diferente daquele em que iniciamos esta Copa do Mundo, sempre respeitando muito o nosso adversário.”
As seleções brasileira e japonesa se encontraram somente uma vez na história das Copas do Mundo, em 2006, na cidade alemã de Dortmund. Naquela ocasião, o Brasil goleou os Samurais Azuis por 4 a 1. Gols de Ronaldo (duas vezes), Juninho Pernambucano e Gilberto, enquanto Tamada descontou para os japoneses.
O vencedor da partida encara Costa do Marfim ou Noruega, que jogam na terça-feira, 30, também às 14h.











