Antes da bola rolar para Alemanha 7 x 1 Curaçao na Copa do Mundo de 2026 neste domingo, 14, o gesto de um dos árbitros da partida repercutiu nas redes sociais. Isso porque, uma das mãos do supervisor do VAR  Shaun Evans apareceu durante apresentação em posição associada aos supremacistas brancos, indivíduos que acreditam erroneamente na superioridade de pessoas brancas em comparação a outras etnias.

Diversos internautas compartilharam imagens com o gesto de Evans nas redes sociais, inclusive, marcando o perfil da Fifa em algumas delas. No entanto, até a publicação desta matéria, a entidade máxima do futebol não se manifestou, bem como o próprio árbitro australiano.

O gesto “ok”

Segundo a BBC, o gesto unindo o polegar e o indicador em círculo enquanto os outros dedos permanecem esticados passou a ser associado aos supremacistas brancos em 2017,  quando usuários do fórum online 4chan criaram uma campanha falsa, na qual afirmavam que o tradicional sinal de “ok” representava as letras “w” e “p” — white power, em inglês, ou poder branco, em português.

Com o tempo, o símbolo realmente passou a ser usado por grupos extremistas, como código de identificação, o que fez organizações como a Liga Antidifamação (ADL) dos EUA incluíram o gesto na base de dados de símbolos de ódio. Antes das denúncias, o gesto era tratado por grupos neonazistas como um dog whistle (apito de cachorrro), um código que só pessoas familiarizadas com o tema entenderiam.

Shaun Evans

O árbitro supervisor de VAR Shaun Evans nasceu na Austrália e começou a carreira no futebol como assistente dos jogos da A-League, a principal liga de futebol australiana. Foi promovido a árbitro principal em 2012 e faz parte do quadro da Fifa desde 2017.

Antes da Copa de 2026, ele também esteve presente na cabine do VAR em 2022, no Catar.