A Fifa está implementando uma versão aprimorada da Tecnologia de Impedimento Semiautomático (SAOT) para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. O objetivo principal é reduzir os atrasos nas decisões de impedimento e aumentar a precisão, otimizando o fluxo do jogo.

A SAOT fez sua estreia pública na Copa do Mundo de 2022, durante a partida entre Argentina e Arábia Saudita, em 22 de novembro de 2022. Para a edição de 2026, a tecnologia será o sistema padrão em todos os 16 locais da competição. Antes da introdução do VAR, a Fifa admitiu que o olho humano errava cerca de 8% das vezes em lances de impedimento mais apertados.

O processo de revisão manual do impedimento na Copa de 2018 levava entre 70 e 90 segundos, um tempo que a nova tecnologia busca diminuir drasticamente. Os aprimoramentos para a Copa do Mundo de 2026 incluem uma plataforma de Bola Conectada atualizada.

Canadá, México, EUA 2026: Trionda

Canadá, México, EUA 2026: Trionda

A nova bola oficial, chamada TRIONDA, desenvolvida pela Fifa e Adidas, possui um sensor interno que registra os movimentos 500 vezes por segundo e pesa aproximadamente 14 gramas. Além disso, a entidade planeja criar avatares 3D de todos os 1.248 jogadores (considerando 48 seleções com elencos de 26 jogadores) por meio de um escaneamento digital rápido, que dura cerca de um segundo, para capturar as dimensões corporais com alta precisão.

O sistema também contará com a funcionalidade multi-bola, rastreando simultaneamente a bola em jogo e quatro bolas de reserva. A tecnologia SAOT combina dados de posicionamento dos jogadores e da bola, utilizando inteligência artificial para criar uma réplica digital do jogo em tempo real.

Isso permite que as linhas de impedimento sejam traçadas automaticamente, agilizando a análise dos árbitros de vídeo. Para lances de impedimento posicional, os alertas poderão ser enviados diretamente aos árbitros assistentes via áudio, eliminando atrasos significativos.