A seleção brasileira entra em campo nesta terça-feira, 31, às 21h (de Brasília), contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando. O amistoso é o último compromisso antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026, mas ocorre sob uma marca negativa histórica: os centroavantes da equipe completam exatamente um ano sem marcar gols.
Defensores superam atacantes em gols no ciclo atual
A crise do setor ofensivo é ilustrada por uma estatística atípica: os defensores marcaram mais gols que os centroavantes durante a preparação para o Mundial. De acordo com a ESPN, enquanto os zagueiros somam seis gols, os atacantes de referência entregaram apenas cinco tentos no mesmo período.
Neste cenário, Endrick é o principal destaque positivo, sendo responsável por 60% dessa produção com três gols marcados. Igor Jesus e Matheus Cunha completam a lista com um gol cada, evidenciando a dificuldade de encontrar um finalizador letal para o esquema tático de Carlo Ancelotti.

Endrick tem atuação abaixo em derrota do Lyon – SEBASTIEN BOZON / AFP
O último desafio de Ancelotti antes da lista final
O treinador italiano já indicou que a convocação para a Copa está encaminhada, com o anúncio oficial previsto para o dia 18 de maio. Contudo, a ausência de um “plano A” para a grande área ainda gera debates internos na CBF. A carência técnica na posição de número 9 é o maior obstáculo ofensivo da equipe às vésperas da estreia no Mundial.
A falta de eficácia tem forçado a utilização de atacantes móveis, como Vini Jr. e Matheus Cunha, para suprir a ausência de um pivô tradicional. O confronto contra a Croácia serve como o termômetro final para uma equipe que busca reencontrar sua identidade ofensiva.









