Suíça e Bósnia e Herzegovinia se enfrentam nesta quinta-feira, 18, às 16h (de Brasília), pela segunda rodada do Grupo A da Copa do Mundo 2026. A partida coloca frente a frente dois países do Balcãs, região europeia que ainda hoje sofre com impactos sociais e políticos de confrontos do passado.
Nas duas últimas Copas, a Suíça enfrentou a Sérvia, em duelos marcados por comemorações de gols suíços que representaram provocações culturais entre as nações. Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri fizeram o símbolo da águia de duas cabeças, uma homenagem a Kosovo e um símbolo contra os sérvios.
Contexto geopolítico
Durante as Guerras de Dissolução da Iuguslávia (1991-2006), território que hoje compõem Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Macedônia do Norte e Kosovo (parcialmente reconhecido), a Sérvia foi acusada de realizar diversos crimes, como genocídio e limpeza étnica contra bósnios, croatas e kosovares.
Naquele período, a Suíça recebeu inúmeros refugiados da região, o que levou a seleção suíça a ter diversos jogadores descendentes de bósnios e albaneses-kosovares em seu elenco, como os casos de Xhaka e Shaqiri.
A Bósnia e Herzegovinia é um país que abriga uma grande diversidade ética em seu território. Aproximadamente metade da população é composta por bósnios étnicos, enquanto são 30% de sérvios étnicos e 15% de croatas étnicos.
A seleção da bósnia, portanto, reflete essa diversidade étnica, com atletas de origem sérvia, como Jovo Lukic, e croata, como Nikola Vasilj e Nikola Katic. A Bósnia representa a união da diversidade presente na região dos Balcãs, enquanto a Suíça abriga descendentes de refugiados do conflito na região, em uma partida com grande significado cultural.









