A Copa do Mundo de 2026 enfrenta sérias ameaças decorrentes de condições meteorológicas extremas típicas do verão na América do Norte. De acordo com informações da agência AFP, especialistas e cientistas alertam que o calor intenso, a umidade sufocante e a ocorrência de tempestades podem comprometer a realização das partidas e a segurança de atletas e torcedores.
Protocolos rígidos contra tempestades elétricas
As tempestades de verão são frequentes nos Estados Unidos e costumam interromper eventos esportivos ao ar livre. Sob as regras vigentes no país, aplica-se uma pausa obrigatória de 30 minutos quando uma descarga elétrica cai em um raio de aproximadamente 13 a 16 quilômetros do estádio. Cada novo relâmpago reinicia a contagem de meia hora.
Esse protocolo rigoroso visa evitar tragédias, visto que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA registrou 444 mortes por raios entre 2006 e 2021. A medida já causou atrasos significativos em seis partidas durante o Mundial de Clubes de 2025, gerando debates sobre a viabilidade das sedes.
O desafio do calor extremo e da qualidade do ar
Além dos raios, o calor extremo desponta como um adversário implacável. Durante o Mundial de Clubes de 2025, diversos confrontos aconteceram com temperaturas acima de 32 graus, que, devido a umidade, acabou elevando a sensação térmica. Segundo um relatório da World Weather Attribution (WWA), cerca de um quarto dos 104 jogos da Copa do Mundo serão disputados sob condições acima dos limites de segurança estipulados pela FIFPRO.









