O caso Balogun continua causando polêmica na Copa do Mundo, envolvendo o governo dos Estados Unidos, o árbitro brasileiro Raphael Claus, o empresário americano John Textor e o Botafogo. Segundo a Sky News, nesta quarta-feira, 8, a Casa Branca voltou a atacar Claus, citando supostas “investigações passadas” para atacar a integridade do árbitro.

No último domingo, 5, o Comitê Disciplinar da Fifa anunciou a suspensão do cartão vermelho aplicado por Raphael Claus a Folarin Balogun, dando início a maior polêmica deste Mundial. O camisa 20 dos EUA havia sido expulso após pisão no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic, em partida válida pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026.

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Na segunda, Donald Trump admitiu ter pedido ao amigo Gianni Infantino, que lhe concedeu um Troféu da Paz da Fifa no sorteio da Copa, em dezembro passado, para que a suspensão fosse revisada. Além disso, o presidente americano iniciou os ataques à reputação de Claus.

Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?”, afirmou Trump.

De acordo com o jornalista Rob Harris, da Sky News, a Casa Branca “renovou o ataque à integridade de Claus”, que já foi defendido pela CBF, pela Conmebol e pelo chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.

The White House has responded to FIFA’s defence of the referee who sent off Balogun by issuing a renewed attack today on his integrity, citing past investigations into Raphael Claus

Rob Harris
Rob Harris
@RobHarris

FIFA refereeing chief Pierluigi Collina backs ref who sent off Balogun who Trump criticised. “Raphael Claus … is an experienced and highly respected referee and we maintain full confidence in him as a trusted match official.”

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Como Textor entra na história?

O “histórico suspeito”, ao qual Trump se refere são as acusações infundadas de John Textor, dono da SAF do Botafogo, de que o Campeonato Brasileiro de 2023 teria sido manipulado. O caso chegou a ser investigado por uma CPI do Sonado, em 2024, que não terminou com nenhum acusação contra Claus.

Em campo, o Glorioso terminou com a 5ª colocação da competição, após liderar o torneio por 31 rodadas e abrir 13 pontos de vantagem contra os rivais.

Segundo o jornal O Globo, o arbitro foi chamado apenas para depor como testemunha na CPI. O depoimento nunca ocorreu, por não ser obrigatório. A suspeita de Textor com relação ao árbitro era de que fora escalado para atuar ao lado da árbitra de vídeo Daiane Muniz muito mais vezes do que outros.

Nas denúncias de Textor, Claus e a árbitra teriam trabalhado juntos em 12 jogos, enquanto a segunda dupla mais escolhida teria sido escalada para apenas três. Na realidade os números estão errados. Enquanto a dupla mais escolhida havia estado em 11 jogos, a segunda trabalhou em sete.

As acusações do empresário americano caíram quando foram ao STJD, por falta de fundamentos sólidos. No entanto, rumores de que existiriam investigações contra Claus se tornaram uma fake news viral nos Estados Unidos.

A história mal contada chegou a Scott Goodwin, um gestor de fundos de investimento e um dos principais doadores da U.S. Soccer, a federação de futebol dos Estados Unidos. Segundo o New York Times, foi ele quem levou a informação distorcida para Donald Trump.

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