Na véspera do duelo diante de Cabo Verde, o técnico da seleção uruguaia, Marcelo Bielsa, fez duras críticas a uma das novidades desta Copa do Mundo, as pausas para hidratação na metade de cada tempo. Para o argentino, a medida passou a, na prática, dividir o jogo em quatro tempos, como ocorre, por exemplo, no basquete.
“Jogar quatro períodos em vez de dois altera a concepção cultural de como o futebol é entendido. Essa mudança na cultura do futebol não acrescenta nada, ao mesmo tempo em que retira muito”, afirmou Bielsa em Miami, no último sábado, 21.
“Quando o jogo foi dividido em quatro, não se pensou no impacto sobre aquilo que fez do futebol um esporte pelo qual as pessoas se apaixonam. Em vez disso, o foco recaiu sobre outros tipos de repercussões”, completou “El Loco”, sem citar diretamente o fato de que as pausas para hidratação são, também e sobretudo, pausa para intervalos comerciais.
Bielsa, no entanto, teceu elogios à introdução do árbitro de vídeo, presente desde a Copa de 2018. “Também há grandes acertos. A influência do VAR melhorou futebol. Isso tem que ser aplaudido e valorizado”, disse o técnico do Uruguai, que ainda rejeitou discursos motivacionais para fazer seu time reagir do empate na estreia diante da Arábia Saudita.
“O jogador que participa de uma Copa do Mundo não necessita de motivação”, resumiu o treinador de 70 anos, que já havia causado controvérsia ao se negar a olhar para os fotógrafos no ensaio para a Fifa.
O Uruguai encara neste domingo, 21, a partir das 19h (de Brasília) a seleção de Cabo Verde, que na estreia surpreendeu a Espanha com empate em 0 a 0. O Grupo H, portanto, está todo embolado.










