O artista americano Robert Wyland, conhecido por seus murais de vida marinha, protocolou um processo de pelo menos US$ 25 milhões contra a FIFA, o proprietário do edifício e a empresa de gestão. Segundo o portal Al Jazeera, a ação alega que sua obra “Whaling Wall 82” em Dallas foi ilegalmente coberta para promover os jogos da Copa do Mundo de 2026 na cidade.

Violação da Lei de Direitos dos Artistas Visuais

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O mural ocupava cerca de 1.580 metros quadrados (17.000 pés quadrados) em duas paredes de um edifício no centro de Dallas. Concluído em 1999, o trabalho permaneceu por quase três décadas. Em maio de 2026, equipes iniciaram a cobertura da obra sem consentimento ou notificação do artista.

Wyland afirma que as ações dos organizadores da Copa do Mundo, do proprietário do edifício (Slate Asset Management) e da empresa de gestão violaram a Lei Federal de Direitos dos Artistas Visuais de 1990 (VARA). Esta legislação protege artistas visuais da destruição de obras exibidas publicamente.

Posicionamento da FIFA e Comitê Organizador

O processo de Wyland alega que a FIFA e os demais réus “destruíram apressada e irrevogavelmente um marco cívico” para a promoção do evento. Em resposta, um porta-voz da FIFA declarou à agência de notícias Associated Press na terça-feira, 2, que a federação “não tem envolvimento nisso de forma alguma”, direcionando o questionamento ao comitê organizador local do torneio.

O comitê organizador da Copa do Mundo do Norte do Texas informou que uma nova obra de arte substituirá o mural de Wyland, visando “capturar este momento histórico atual e refletir a energia, unidade e espírito global em torno da Copa do Mundo de 2026”. O comitê também mencionou que uma parte do mural original de Wyland seria preservada.