Não é tão raro se deparar com duplas de pai e filho participando em Copa do Mundo: Patrick e Justin Kluivert (Holanda), Lilian e Marcus Thuram (França) são casos de 2026. Às vezes, até mesmo representando seleções diferentes, caso de Zinedine e Luca Zidane (o pai é lenda dos Les Bleus, enquanto o filho defende a Argélia). Na Copa do Mundo de 2026, contudo, tivemos um caso inédito: a primeira dupla mãe e filho a disputar mundiais da Fifa em suas respectivas categorias.
Ao entrar em campo nos acréscimos do empate em 2 a 2 da Nova Zelândia com o Irã, em 15 de junho, o zagueiro neozelandês Tyler Bindon fez história junto a sua mãe, Jenny Bindon. Ambos defenderam o país da Oceania em Copas do Mundo.
A trajetória de Jenny e Tyler Bindon
A goleira Jenny Bindon, que atuou 77 vezes pela Nova Zelândia, foi a arqueira titular da seleção feminina nas Copas do Mundo de 2007 e 2011. Nascida em Belleville, Illinois, nos Estados Unidos, ela se naturalizou após se mudar para o país com o esposo, Grant Bindon, capitão da seleção de vôlei da Nova Zelândia.
Sua primeira convocação para defender as All Whites ocorreu em 2004 e ela se aposentou do futebol em 2014. Atualmente, trabalha como auxiliar-técnica do London City Lionesses e da seleção feminina da Nova Zelândia.
Já Tyler Bindon, beque de 21 anos, nasceu em Auckland, tendo se mudado para os EUA aos 12 anos de idade. Ele começou sua carreira profissional no Reading, da Inglaterra. Após se destacar, foi contratado pelo Nottingham Forest. O defensor passou a última temporada emprestado ao Sheffield United, da Championship (segunda divisão inglesa).
Ao site oficial da Federação Neozelandesa de Futebol, Jenny contou que Tyler sempre esteve presente durante as viagens da seleção: “Tyler era uma constante na minha vivência de seleção. Sou imensamente grata às companheiras de equipe das Ferns por me permitirem viver esses momentos com ele.”
“É ainda mais desafiador vê-lo jogar do que jogar eu mesma. Fico mais nervosa, ainda que seja uma alegria absoluta tê-lo na seleção, seguindo não só meu legado, como o do pai dele.” concluiu.










