Argentina e Inglaterra duelam nesta quarta-feira, 15, pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, em Atlanta, nos EUA, em um clássico carregado de simbolismo, a começar pelos uniformes. O jogo começa às 16h (de Brasília).
A atual campeã não quis jogar com sua tradicional camisa alviceleste e usará o uniforme reserva, escuro (desta vez em preto com detalhes em azul marinho). Em Copa do mundo, todo tipo de superstição é válida.

A escolha reside no fato de a Argentina ter jogado com o uniforme reserva azul tanto na vitória por 2 a 1 nas quartas de final da Copa de 1986, no México, quanto nas oitavas de final de 1998, em que triunfou nos pênaltis, após empate por 2 a 2.

Simeone, da Argentina, contra Seaman, da Inglaterra, na Copa do Mundo de 1998 (Alexandre Battibugli / Placar)
O jogo de 1986 foi carregado por uma intensa rivalidade extracampo: ocorreu quatro anos depois da Guerra das Malvinas (Falklands para os britânicos). Em campo, Diego Armando Maradona marcou dois gols icônicos, um com a mão (que ficou conhecido como a “Mão de Deus”) e um golaço enfileirando marcadores.
O que os técnicos acharam de a Argentina jogar de azul
Na coletiva da véspera, o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, afirmou entender a escolha da adversária. “Eu faria a mesma coisa se houvesse qualquer superstição envolvida. Então, dou crédito a eles. Eu não sabia dessa história”, admitiu o treinador alemão.
“Eu tenho meus rituais supersticiosos. Não vou contar quais são porque outra superstição é que, se eu revelar, eles deixam de funcionar. Temos rotinas que ajudam a manter a calma ao longo do dia. Também temos nossos amuletos da sorte. Isso é absolutamente normal no esporte de alto rendimento”, complementou Tuchel.
Lionel Scaloni, por sua vez, minimizou a situação. “Não fui eu quem pediu a camisa azul. Não sei quem decidiu, talvez seja uma tradição. Realmente não sei explicar. E, se Thomas não teve problema com isso, então podem dizer o mesmo sobre mim”, afirmou.


Gol de Diego Maradona em Argentina e Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986 – Reprodução / Fifa





