Palmeiras e Flamengo farão no próximo sábado, 29 de novembro, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, uma das finais mais badaladas da história do futebol nacional. Dominantes na última década, paulistas e cariocas elevarão esta nova rivalidade interestadual a seu ápice na grande decisão da Copa Libertadores, que vale o tetracampeonato para ambos.

Para o Flamengo, o jogo tem gosto de revanche, já que o Verdão levou a melhor na decisão de 2021, marcada por erro de Andreas Pereira, agora no lado rival. Há 26 anos, porém, o Mengão levou a melhor em uma final continental menos badalada, mas repleta de gols: 13, somando o jogo de ida no Maracanã e o de volta no velho Palestra Itália.

O jogo valia o título da Copa Mercosul de 1999, então o segundo torneio mais importante do continente, atrás da Libertadores (seria o equivalente a atual Sul-Americana). Organizado pela Conmebol, em parceria com a empresa brasileira Traffic, o campeonato não prosperaria – durou de 1998 a 2001 -, mas registrou duas finais espetaculares naquele ano.

O Palmeiras de Luiz Felipe Scolari vinha abalado pela derrota para o Manchester United na final do Mundial de Clubes, enquanto o time rubro-negro ainda se recuperava da saída conturbada de Romário, que ainda assim terminaria como artilheiro da Mercosul.

Caio Ribeiro na edição 1159, de janeiro de 2000

Caio Ribeiro na edição 1159, de janeiro de 2000

No Maracanã, o Flamengo venceu o primeiro jogo de virada, por 4 a 3, com um gol de Reinaldo aos 44 minutos do segundo tempo; antes, Caio Ribeiro (duas vezes) e Juan marcaram para os mandantes, enquanto Júnior Baiano, Faustino Asprilla e Paulo Nunes marcaram pelo Palmeiras. A decisão ficaria para São Paulo. Na época, não havia a regra do gol fora de casa e qualquer vitória simples do Palmeiras levaria o jogo para as penalidades (o que, para quem tinha Marcos no gol, não seria mau negócio).

Em 20 de dezembro de 1999, houve novo festival de gols. Arce, de pênalti, abriu o placar para o Palmeiras. Caio, novamente decisivo, empatou para os visitantes, que depois virariam com um belo gol de Rodrigo Mendes. Arce, de novo, de falta, aproveitando falha do goleiro Clemer, e Paulo Nunes, de cabeça, incendiaram o jogo, mas, já perto do fim, o jovem Lê recebeu em velocidade e tocou na saída de Marcos para selar o 3 a 3 e o primeiro título internacional do Flamengo desde os títulos da Libertadores e do Mundial de 1981.