O Grupo A da Copa Libertadores Feminina — a mesma chave do Corinthians — inicia a competição sob incerteza administrativa. O Caracas, atual campeão venezuelano e adversário das Brabas na segunda rodada, informou que ainda não recebeu os vistos consulares necessários para desembarcar em Quito, sede do torneio continental. O atraso burocrático coloca em risco a estreia da equipe diante do Independiente Santa Fe, marcada para a noite desta quinta-feira, 15, e abre um foco de instabilidade na tabela da primeira fase.
Trâmites no prazo e silêncio das autoridades
Em comunicado, a diretoria do Caracas afirmou ter cumprido todos os requisitos e prazos exigidos pelo serviço de imigração equatoriano para a expedição dos documentos da delegação. Apesar dos pedidos formais e da proximidade dos jogos, o clube não obteve resposta oficial até a véspera da abertura da competição.
O impasse afeta diretamente a logística do clube de maior tradição internacional da Venezuela, que foi vice-campeão da Libertadores em 2014. Mesmo sem definição de adiamento ou cancelamento por parte da Conmebol até o momento, a ausência de voos e de tempo para aclimatação à altitude equatoriana (2.850 metros) compromete a igualdade esportiva da equipe na chave.
Impacto direto nos planos do Corinthians
Para o Corinthians, a situação altera o planejamento de observação e rodagem de elenco. O cronograma original do Grupo A prevê o confronto direto entre as duas equipes já no próximo domingo, 18, às 21h (de Brasília), no Estádio Rodrigo Paz Delgado.
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Quinta-feira (15): Corinthians x Colo-Colo (17h) | Independiente Santa Fe x Caracas (21h)
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Domingo (18): Corinthians x Caracas (21h)
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Quarta-feira (21): Colo-Colo x Caracas (17h) | Corinthians x Independiente Santa Fe (17h)
Caso o Caracas não consiga desembarcar a tempo para a partida de abertura, o regulamento da Conmebol prevê a aplicação de W.O. (derrota administrativa por 3 a 0) em caso de não comparecimento, a menos que a entidade reestruture as datas das primeiras rodadas do grupo.
Retorno após hiato e histórico contra brasileiras
As Rojas del Ávila voltaram à Libertadores em 2026 após dois anos fora do cenário continental. A última participação venezuelana, em 2023, na Colômbia, terminou com eliminação precoce na fase de grupos. Naquela ocasião, o Caracas também cruzou o caminho de um representante brasileiro — o Palmeiras —, encerrando sua campanha na lanterna do Grupo A, sem pontos somados. Agora, de volta à elite do futebol sul-americano, o time corre contra o relógio diplomático para não ver sua participação abreviada antes mesmo de pisar no gramado.










