Na próxima sexta-feira, PLACAR completa 56 anos de vida. Foi em 20 de março de 1970 que começou começou a circular pelas bancas do Brasil uma peça histórica do jornalismo brasileiro, a edição inaugural da revista esportiva mais longeva da América do Sul. A capa destacava Pelé e sua “receita para ganhar a Copa”, com as profecias do Rei que seriam cumpridas no México meses depois.
Ao folhear as páginas, o leitor da época foi apresentado a outro gênio da bola, uma espécie de Pelé europeu: o norte-irlandês George Best, lenda do Manchester United, então com 23 anos e no auge de sua forma — e fama. Na recente eleição de PLACAR dos 100 Maiores Jogadores de Todos os Tempos, Best apareceu em 25º (Pelé, claro, foi o 1º).
Best ficou eternizado por seus gols, dribles e também declarações espirituosas como “Gastei muito dinheiro em bebidas, mulheres e carros rápidos. O resto desperdicei”.
O craque popstar concedeu entrevista a Oriel Pereira do Vale, correspondente de PLACAR em Londres, na qual deixou a modéstia de lado e admitiu viver uma vida desregrada. “Se eu tivesse nascido feio vocês não ouviriam falar de Pelé. Dou-me muito bem com as garotas, gosto de divertir-me, de tirar prazer do dinheiro, que ganho e por isso não me dedico inteiramente ao futebol”, cravou o camisa 7.
Em uma era pré-internet e sem transmissões de campeonatos internacionais, reportagens como esta eram a única forma de o fã de futebol conhecer as lendas do Velho Continente, ainda mais no caso de Best, que jamais disputou uma Copa do Mundo.
“Pela primeira vez em minha vida eu desejaria realmente ser inglês, pelo menos durante um mês”, confessou o craque rebelde a PLACAR, citando a disputa da Copa do México. Ele foi certeiro ao apontar os finalistas Brasil e Itália como favoritos ao título.
George Best morreu em 25 de novembro de 2005, aos 59 anos, de falência múltipla dos órgãos, em decorrência de seu quadro de alcoolismo. Entrou para a história como um dos maiores e mais interessantes gênios da bola. O blog #TBT PLACAR, que todas as quintas-feiras recupera um tesouro de nossos arquivos, reproduz, na íntegra, a reportagem de 1970:
GEORGE BEST, O DEUS
Enquanto seu cabelo crescia, ele se transformava no melhor jogador da Inglaterra. Hoje, George Best é tudo












