O Cruzeiro inicia nesta sexta-feira, 16, às 21h (de Brasília), a página mais importante de sua história no futebol feminino. Diante da LDU, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, as Cabulosas debutam na Copa Libertadores Feminina. Para encarar a altitude equatoriana e a responsabilidade de representar o país ao lado de Corinthians e Palmeiras, a equipe comandada por Jonas Urias montou uma logística de exceção e apostou em decisões cirúrgicas na lista final de 23 inscritas.
Voo fretado e chegada da artilheira

Marília tem 15 gols pelo Cruzeiro na temporada – Foto: Divulgação/Cruzeiro
A principal referência ofensiva da temporada celeste desembarcou na capital equatoriana com a delegação completa graças a uma articulação entre clubes. Horas após atuar no segundo tempo do empate por 2 a 2 entre Brasil e Argentina, em Recife, a atacante Marília Furiel embarcou na madrugada de quarta-feira, 14, rumo a Quito em um voo fretado por Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
A aeronave transportou em bloco as atletas convocadas por Arthur Elias que disputam o torneio continental — incluindo nomes de Palmeiras e Corinthians. Artilheira do último Brasileirão e líder de gols do Cruzeiro em 2026, com 15 bolas na rede, a “Flecheira” já treina nesta quinta-feira, 15, com o elenco celeste e mira alto logo na estreia do clube:
“A gente está trabalhando para chegar na final. Nosso objetivo é chegar na final e sermos campeãs, estamos em busca disso.”
Segurança na meta e aposta em Letícia Ferreira
Entre as 23 relacionadas, duas decisões da comissão técnica chamaram a atenção. A primeira foi a contratação pontual da goleira Taluane, de 28 anos, ex-América-MG, que assinou vínculo curto até janeiro de 2027. O movimento de mercado ocorreu após a lesão muscular de Cláudia na coxa direita. Com Camila Rodrigues cotada para assumir a titularidade e a jovem Leilane, de 21 anos, no elenco, Jonas Urias preferiu não arriscar viajar com apenas duas opções para a posição:
“A Taluane é um nome sondado e relacionado ao Cruzeiro há algumas temporadas. Mérito dela ter um clube como o Cruzeiro sempre avaliando a possibilidade de trazê-la. Não é uma competição em que você pode arriscar com duas goleiras. Tragédias acontecem, pode haver um problema físico e a gente estaria em uma situação complexa para resolver.”
A outra aposta está na presença de Letícia Ferreira. Autora de 27 gols em 2025 e terceira na artilharia da equipe em 2026, a centroavante passou por cirurgia em agosto devido a uma lesão na articulação acromioclavicular do ombro direito, sofrida em treino na Toca da Raposa. Embora ainda precise de dias extras de reabilitação e não reúna plenas condições para a estreia, a comissão técnica optou por mantê-la no grupo com a perspectiva de utilizá-la no decorrer da competição.
“A Letícia tem trabalhado muito, bastante comprometida com a proposta do departamento de saúde de construir a possibilidade de tê-la em condições de atuar. Hoje ela ainda não conquistou o seu lugar, porém existe a possibilidade de que esteja pronta ao longo do torneio. Uma jogadora desse nível e importância vale o risco”, explicou o comandante.
O caminho no Grupo C
Sorteado em uma chave que reúne o anfitrião do torneio e adversários tradicionais do continente, o Cruzeiro terá três partidas para buscar uma das duas vagas na fase eliminatória:
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16/10 (sexta-feira), às 21h: LDU (EQU) — Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito
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19/10 (segunda-feira), às 17h: Bolívar (BOL) — Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito
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22/10 (quinta-feira), às 21h: Olimpia (PAR) — Estádio Banco Guayaquil, em Sangolquí
Com a base titular preservada e a artilheira da temporada confirmada entre as titulares, a equipe mineira vai a campo nesta sexta-feira para mostrar que sua estreia internacional tem fôlego para ir além da fase de grupos.







