A atacante brasileira Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, foi alvo de uma denúncia de racismo durante o confronto contra o Tenerife pela Copa da Rainha. O incidente ocorreu na última terça-feira, 17, no Estádio Heliodoro Rodríguez López. Gio Garbelini ainda não se pronunciou sobre o episódio.
Como ocorreu a denúncia e a paralisação do jogo
A queixa foi formalizada pela goleira Noelia Ramos à árbitra Rivera Olmedo aos 89 minutos de jogo. Segundo o relato, Garbelini teria proferido ofensas racistas contra a jogadora Dembele. A partida foi interrompida por cinco minutos para a aplicação dos protocolos disciplinares vigentes.
Na súmula, a árbitra registrou que nem ela nem suas assistentes ouviram a suposta ofensa. Essa observação técnica é fundamental para a análise jurídica do caso pelas instâncias esportivas da Espanha, que avaliarão a veracidade dos fatos e possíveis provas complementares.
O que aconteceu após o apito final?
Além da acusação em campo, o clima de tensão resultou em um confronto físico entre atletas de ambos os times no túnel de acesso aos vestiários. Esportivamente, o time de Madri venceu por 1 a 0 e avançou à final da competição.
Os pontos centrais registrados pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) são:
- Acusação de injúria racial na reta final da partida;
- Ativação do protocolo de racismo com paralisação de 5 minutos;
- Relato de briga generalizada no túnel de acesso;
- Classificação garantida do clube madrilenho.
Qual o posicionamento da jogadora e do clube?
Até o momento, a jogadora e o clube não emitiram um pronunciamento oficial sobre as acusações. A investigação seguirá com base em imagens de transmissão e depoimentos para decidir sobre possíveis sanções disciplinares ou o arquivamento da denúncia.









