George Weah, ou melhor, Rei George, apelido usado por seus apoiadores e fãs na Libéria. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, o primeiro e único Bola de Ouro africano completa 60 anos de idade.
O ex-atacante liberiano fez história por diferentes gigantes europeus. Na Inglaterra, acumulou passagens por Chelsea e Manchester City. Na França, Weah vestiu as cores de Monaco, Olympique de Marselha e PSG. Na Itália, Rei George defendeu o Milan.
O ponto alto na carreira de Weah aconteceu em 1995. Naquele ano, o liberiano defendeu o PSG, onde conquistou a Copa da França e a Copa da Liga Francesa, além de ter sido o artilheiro da Liga dos Campeões, com sete gols. Na metade do ano, foi contratado pelo Milan, e, meses depois, sagrou-se vencedor da Bola de Ouro, sendo o primeiro e único africano a conquistar o prestigiado prêmio.
Após escrever este importante capítulo para o futebol, Weah seguiu fazendo história e se aposentou apenas em 2003, pelo Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos. Anos depois, o apelido Rei George ganharia ainda mais sentido. Em 2017, o ex-atacante foi eleito presidente da Libéria, cargo que ocupou até 2024.
Um craque presidente
Único africano a vencer o prêmio de melhor do mundo, George Weah é atualmente o presidente do seu país, a Libéria
Na festa de premiação da Fifa para o ano de 1995, George Weah estava radiante. Primeiro africano a ser indicado à comenda de melhor do mundo, o liberiano recebeu uma medalha homenageando o fato, entregou-a a Arsène Wenger, seu primeiro técnico na Europa, e terminou a noite com a honra máxima, a única até hoje a ser entregue a um jogador do seu continente.
A cerimônia coroou o ano perfeito de Weah. Meses antes, havia recebido a Bola de Ouro – no primeiro ano em que foi aberta a não europeus – e o prêmio de jogador africano do ano, seu terceiro. Com o PSG, foi campeão da Copa da França e da Copa da Liga Francesa, além de ser artilheiro da Liga dos Campeões, com sete gols.
O torneio continental, inclusive, foi o grande impulsor do liberiano rumo ao troféu dado pela Fifa. Fora a artilharia, foi responsável por lances memoráveis, como o golaço contra o Bayern de Munique, na fase de grupos, quando enfileirou meia zaga alemã e acertou uma bomba no ângulo do goleiro Oliver Kahn.

George Weah na edição 1444 de PLACAR – Acervo PLACAR
Vale registrar que Romário, vencedor do melhor do mundo em 1994, tinha retornado ao Flamengo, saindo do radar eurocentrista do prêmio e deixando um vazio para ser preenchido por um atacante de alto calibre, caso de Weah. O africano nunca foi tão goleador como o sul-americano, mas não devia nada em categoria e frieza em frente ao gol, capaz de concluir arrancadas fulminantes com calma e classe.
Seus golaços ganharam ainda mais importância no Milan recém-campeão europeu, para onde se transferiu no meio de 1995. Seu segundo semestre do ano foi arrasador, invicto e autor de dez gols em 17 jogos, contribuindo, e muito, para a conquista do Campeonato Italiano. Seria igualmente importante para o scudetto de 1999, seu penúltimo título da carreira.
O derradeiro troféu viria em 2000, a FA Cup, pelo Chelsea. Dali, peregrinou por Manchester City, Olympique de Marselha e Al-Jazira-EAU, de onde decidiu se aposentar e se dedicar a causas humanitárias na Libéria, onde nasceu. Tamanha foi a aplicação que hoje é o presidente do país, eleito em 2017.
WEAH
ATACANTE
1/10/1966, Monróvia (Libéria)
Clubes: Mighty Barrolle-LBR (85-86), Invencible Eleven-LBR (86-87), Africa Sports-CDM (87), Tonnerre Yaoundé-CMR (87-88), Monaco-FRA (88-92), Paris Saint-Germain-FRA (92-95), Milan-ITA (95-00), Chelsea-ING (00), Manchester City-ING (00), Olympique de Marselha-FRA (01) e Al-Jazira-EAU (01-03)
Prêmio Fifa: 1º (1995); 2º (1996)









