Local sagrado: como funciona a montagem de um vestiário profissional
A PLACAR, o Botafogo abriu as portas do espaço no Nilton Santos onde roupeiros se desdobram para que tudo saia como manda o figurino

Reza a lenda que, ao entrar pela primeira vez em General Severiano, logo depois de vestir o uniforme do Botafogo para treinar, Garrincha ouviu um sussurro do técnico Gentil Cardoso. “Aqui aparece de tudo mesmo, até aleijado”, teria dito o comandante, perplexo com a curvatura das pernas do inigualável camisa 7. Outra anedota envolvendo ídolos alvinegros eternizada em antigas páginas de PLACAR dá conta de que, pouco antes de entrar em campo para Brasil x Espanha na Copa de 1962, em Viña del Mar, no Chile, Didi abandonou a habitual elegância e teve de ser acalmado por Nilton Santos. “Vou mostrar para esse filho da puta que sei jogar bola”, esbravejou o inventor do chute folha seca. A mãe em questão era a de Alfredo Di Stéfano, ídolo argentino que defendia a seleção ibérica, a quem o brasileiro sempre acusou de tê-lo boicotado no Real Madrid, e que, machucado, assistiria…
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