O Palmeiras viveu nesta terça-feira, 20, uma noite irreconhecível para os padrões das últimas temporadas. O Verdão perdeu por 4 a 0 para o Novorizontino, pelo Campeonato Paulista, em primeira grande goleada sofrida desde 2015 e com Abel Ferreira. O técnico tentou justificar a atuação, mas reconheceu o golpe duro. A sede do clube ainda amanheceu com pichações e críticas ao trabalho.

“Não posso mentir que é um golpe duro, mas vou falar com toda a sinceridade que quando somos uma equipe competitiva podemos ganhar de qualquer equipe do mundo. Quando não somos, podemos perder para qualquer equipe do mundo”, disse Abel Ferreira, após o jogo.

E completou: “Uma derrota pesada, mas será uma derrota maior se não aprendermos com o que aconteceu aqui hoje”.

O técnico do Palmeiras tentou justificar a atuação da equipe com as ausências. Por isso, o Verdão foi a campo com mudanças: Lomba no gol, Larson no meio e Riquelme na frente. Outros jovens que também ganharam foram Benedetti, Luighi e Luis Pacheco.

“Temos que ver que há muitos lesionados e não estamos na máxima força – ponto número um. Agora, ponto número dois: já disse que vamos olhar os jovens, colocá-los à prova e vimos gols hoje que não podemos tomar. A responsabilidade de representar o Palmeiras é enorme, e sabemos o risco que é apostar na base”, concluiu.

Apesar das oportunidades, o time titular manteve o esqueleto com medalhões: Gustavo Gómez, Piquerez, Martínez, Veiga e Flaco López jogaram na goleada sofrida. Esta foi a primeira vez que o Palmeiras de Abel Ferreira perdeu por quatro gols de diferença.

Pichações e críticas

No embalo de um 2025 frustrante para o torcedor palmeirense, que viu a equipe ser vice-campeã paulista, vice-campeã do Brasileirão e também da Libertadores, a preocupação voltou a tomar conta.

A sede do Palmeiras amanheceu com pichações que criticam desde o técnico Abel Ferreira até a presidente Leila Pereira: “Cadê o planejamento? Time sem vergonha”, “Abel, acabou a magia?” e “Leila, seu negócio é roubar”, diziam os escritos.