O grupo de direitos dos animais Peta pediu formalmente que o Crystal Palace encerre as exibições com o seu mascote Phoeniz, uma ave da espécie águia-careca. A entidade argumenta que o ambiente de dia de jogos provoca estresse extremo no animal e gera riscos à segurança dos torcedores no Selhurst Park.
Quais foram os argumentos da organização?
Em carta enviada à executiva-chefe do clube, Sharon Lacey, a Peta solicitou a aposentadoria imediata de Phoenix e a promessa de não utilizar mais animais vivos nas partidas. De acordo com informações do jornal The Guardian, a instituição destacou que luzes intensas, barulho alto e multidões geram pânico e desorientação em aves de rapina.
“As águias são símbolos de liberdade e não devem ser usadas como suportes de entretenimento”, afirmou Carys Bennett, gerente sênior de projetos corporativos da Peta. A representante ressaltou ainda que o clube já conta com um mascote fantasiado para fazer a animação do público.
Como começou a tradição da águia no clube?
O Crystal Palace adotou o apelido oficial de Eagles em 1973 e começou a apresentar voos pré-jogo com uma ave chamada Kayla em 2010. Após a morte do animal em 2020, a agremiação apresentou Phoenix em agosto de 2024, quando a ave tinha quatro meses, transferida a partir da Eagle Heights Wildlife Foundation, em Kent.
Até agora, a diretoria do Crystal Palace não se manifestou oficialmente sobre o caso. Vale ressaltar que o pedido não garante uma proibição oficial para que o clube use o animal em exibições no seu estádio.
Outro clube conhecido por suas aparesentações com animais é o Benfica, que também usa uma águia em dias de jogos para sobrevoar as arquibancadas do Estádio da Luz, em Lisboa. Fora do futebol, o Philadelphia Eagles, da NFL, também usa uma ave como mascote e realiza apresentações em dia de partidas.









