O meia-atacante argentino Ángel Di María abriu o jogo sobre sua conturbada passagem pelo Manchester United na temporada 2014/2015. Em entrevista concedida à BBC Sport, o campeão mundial explicou que o relacionamento desgastado com o ex-treinador Louis van Gaal foi o principal fator para que ele passasse a “odiar” o período em que esteve no clube inglês, embora tenha ressaltado que não se arrepende da transferência.

Por que a relação com Louis van Gaal fracassou?

Di María chegou ao Old Trafford em agosto de 2014 vindo do Real Madrid, em uma transação recorde para o futebol britânico na época, avaliada em £59,7 milhões. Apesar de um início promissor, com três gols e quatro assistências em seus primeiros seis jogos, o desempenho do atleta caiu drasticamente.

“As coisas começaram muito bem. Tudo estava fluindo. Depois comecei a ter problemas com Van Gaal e, a partir daí, tudo desmoronou. Ele nunca me mostrava o que eu fazia bem, apenas os aspectos negativos, repetidamente. Acabei me cansando”, afirmou o meia argentino.

Quais problemas extracampo motivaram a saída?

Além das divergências com o treinador holandês, fatores fora das quatro linhas também contribuíram para a insatisfação de Di María na Inglaterra. O jogador citou a dificuldade de adaptação ao clima frio, o fato de anoitecer muito cedo em Manchester e, principalmente, uma tentativa de assalto à sua residência em Cheshire como motivos que tornaram a experiência insustentável.

Di María deixou os Red Devils após apenas uma temporada, transferindo-se para o Paris Saint-Germain por £44,3 milhões.

Como o jogador avalia o período na Inglaterra hoje?

Apesar de toda a turbulência vivida na Inglaterra, Di María garantiu que não se arrepende de ter vestido a camisa do Manchester United, destacando o carinho que recebeu dos torcedores e a atmosfera da Premier League.

O jogador relembrou com entusiasmo a realização do sonho de jogar ao lado de Wayne Rooney, atleta com quem antes só jogava no videogame. Atualmente, aos 38 anos, o meia-atacante defende o Rosario Central, clube argentino de sua infância onde iniciou sua carreira profissional e para o qual retornou em julho de 2025.