Durante a última semana, a opinião de Anthony Gordon, do Newcastle, sobre as diferenças entre Premier League e Champions League tomaram as redes sociais. Em seu ponto de vista, o atacante inglês defendeu que a competição continental permite partidas menos rígidas, enquanto a “fisicalidade” do torneio europeu deixa os jogos mais fechados.

“Na Champions League, os times são muito mais abertos, todos tentam jogar. É menos baseado em transições. A Premier League ficou mais física. Às vezes parece um jogo de basquete. Não há muito controle, é só um jogo de corridas. É sobre duelos: quem vence os duelos vence o jogo. A Champions é um estilo de jogo mais antigo, baseado em futebol. Os times vêm e tentam jogar futebol de verdade”, disse.

Anthony Gordon, do Newcastle – EFE/EPA/ADAM VAUGHAN

A fala do jogador, durante coletiva de imprensa da Uefa, circulou entre analistas. Isso, pois, além de poder ser interpretada como uma forma de citar o líder Arsenal, dominante em bolas paradas e com jogo posicional rígido, casa com um incômodo que virou pauta entre jornalistas, torcedores e profissionais da época. Dessa forma, levantou o debate: o Campeonato Inglês ficou “chato”?

Premier League é a liga mais intensa?

Apontada em estudos como a melhor liga do mundo, a Premier League se destaca no debate geral por sua “intensidade”. O termo, no entanto, se baseia em aspectos físicos e não responde aspectos qualitativos ou de preferência pessoal.

Em 2024, em estudo divulgado pelo observatório de futebol CIES, taxas que consideraram corridas, aceleração e velocidade apontaram a liga inglesa como a “mais veloz do mundo”. Os números, levantados pela plataforma Skill Corner, apontaram também “rapidez” no futebol da Championship, a segunda divisão inglesa.

Em entrevista à PLACAR, Marcus Arboés, analista do Flashscore e do Between the Posts, expôs seu modo de pensar: “Os treinadores ingleses são muito desse futebol posicional, mais físico, mais vertical, de correria e de troca. E existem outros futebóis, na Europa mesmo, que são físicos também. Mas é um futebol de pressão, por exemplo.”