A crise política no Barcelona segue ganhando contornos polêmicos nesta segunda-feira, 9. Criticado pelo ex-meio-campista e ex-treinador do clube, Xavi Hernández, por ter supostamente barrado o retorno de Lionel Messi em 2023, o atual presidente Joan Laporta se defendeu, afirmou ter ficado “surpreso e magoado” com as falas e disse que tomou a decisão correta ao demiti-lo do cargo em maio de 2024.

“Fiquei surpreso. E doeu. É difícil ser presidente do Barça porque você precisa tomar decisões muito difíceis, como demitir o Xavi. Os fatos mostram que eu estava certo, porque com o Xavi ainda estaríamos perdendo. Com os mesmos jogadores que ele tinha, o Flick está ganhando”, declarou Laporta, durante um debate promovido pelo jornal Mundo Deportivo.

O embate público teve início após Xavi revelar, em entrevista ao jornal La Vanguardia, que a volta de Messi ao Camp Nou, logo após o título da Copa do Mundo, só não se concretizou por uma recusa direta da presidência.

Segundo o ex-técnico, Laporta teria dito que “entraria em guerra” contra o craque argentino, mesmo com o sinal verde do fair play financeiro de LaLiga.

“O presidente não está falando a verdade. O contrato do Leo já estava assinado. Em janeiro de 2023, depois de ganhar a Copa do Mundo, entramos em contato e ele me disse que estava animado para voltar, e eu percebi isso, conversamos até março”, disse Xavi.

“O presidente começou a negociar o contrato com o pai do Leo e tínhamos a aprovação da La Liga, mas foi o presidente quem estragou tudo”, completou.

Laporta e Messi em 2005, na primeira gestão do dirigente e início de carreira do argentino - EFE

Laporta e Messi em 2005, na primeira gestão do dirigente e início de carreira do argentino – EFE