A LaLiga apresentou o Relatório Econômico-Financeiro do Futebol Profissional Espanhol correspondente à temporada 2024/2025, que reflete um novo ciclo de crescimento sustentado, marcado por recordes históricos em receitas, presença nos estádios e investimentos, além da consolidação de um modelo de solvência financeira que é referência em nível internacional.
As receitas totais normalizadas atingiram 5,4 bilhões de euros (R$ 32,3 bilhões), o que representa um aumento de 8,1% em relação à temporada anterior. A competição alcança, assim, um novo recorde de receitas totais normalizadas, impulsionado principalmente pela força do setor comercial e pela recuperação total da atividade na maioria dos estádios.
Neste contexto, as receitas comerciais superam 1 bilhão de euros (R$ 5,9 bilhões) pelo terceiro ano consecutivo, atingindo números históricos e ultrapassando 1,5 bilhão de euros (R$ 8,9 bilhões) nesta temporada, graças à expansão internacional e às novas estratégias de monetização, com perspectivas de crescimento positivo para a temporada 2025/2026 impulsionadas pela maturidade desta expansão comercial e pela tendência de alta na assistência aos estádios.
Um dos principais marcos da temporada foi o recorde de público nos estádios, superando pela primeira vez os 17 milhões de espectadores. Este crescimento ocorre paralelamente a uma melhoria nas taxas de ocupação, com 84,5% na LaLiga EA Sports e 68,5% na LaLiga Hypermotion.

Raphinha, do Barcelona, comemora os três gols contra o Sevilla – EFE/Enric Fontcuberta
O investimento continua sendo um dos pilares estratégicos de crescimento. Os clubes da LaLiga vivem um momento histórico de intensidade de investimento, especialmente em infraestrutura e modernização de estádios, com um aumento de 12% em comparação à temporada anterior. Este esforço fortalecerá a capacidade de gerar receitas a médio e longo prazo.
Em termos de eficiência operacional, os clubes seguem avançando para um modelo sustentável, com custos de elenco controlados e alinhados aos padrões da Uefa, situando-se abaixo de 70%. Da mesma forma, o sistema de Controle Econômico continua a se consolidar como uma vantagem competitiva fundamental, garantindo estabilidade, segurança jurídica e crescimento.










