O presidente de LaLiga, Javier Tebas, utilizou um evento em Madri nesta quarta-feira, 18, para confrontar a narrativa de hegemonia da Premier League. Em tom irônico, o dirigente questionou a ausência de perguntas sobre o desempenho negativo dos clubes ingleses na rodada da Champions League ocorrida na noite anterior.
O questionamento de Tebas sobre a hegemonia inglesa
Tebas disparou contra o silêncio dos críticos após os resultados recentes: “Hoje não me perguntam sobre o que fizeram os times da Premier League ontem?“. A declaração reforça a postura do dirigente em defesa do modelo de sustentabilidade financeira da liga espanhola, frequentemente comparado ao alto investimento das equipes britânicas.
Tebas argumenta que o controle econômico rigoroso aplicado na Espanha permite que os clubes locais mantenham competitividade a longo prazo sem comprometer sua saúde financeira. Para ele, a dependência de aportes externos massivos no modelo inglês não se traduz necessariamente em superioridade técnica em campo.
Resultados da Champions League como base do argumento
A fala de Tebas fundamentou-se nos placares de 17 de março de 2026. Na ocasião, o Real Madrid venceu o Manchester City por 2 a 1 no Etihad Stadium, com dois gols de Vinicius Junior. Simultaneamente, o Chelsea foi derrotado em casa pelo PSG por 3 a 0.
Para o presidente da liga espanhola, esses resultados demonstram que o poder econômico não garante sucesso absoluto em confrontos eliminatórios. Ele acredita que a organização financeira e a gestão sustentável são os verdadeiros pilares para o sucesso contínuo no futebol europeu de elite.
A defesa do Fair Play Financeiro na Espanha
O dirigente reiterou que o rigor fiscal da Espanha é um exemplo a ser seguido. Ele aponta que a Premier League opera sob um modelo com lacunas no fair play financeiro, o que criaria uma bolha de mercado insustentável para a maioria dos clubes europeus fora da Inglaterra.
- Vitória do Real Madrid sobre o Manchester City (2-1) em Manchester;
- Derrota expressiva do Chelsea para o PSG (0-3) em Londres;
- Crítica à dependência de capital externo e defesa da gestão sustentável da LaLiga.









