Uma transferência mudou a história do futebol há três décadas. Ronaldo trocou o PSV Eindhoven pelo Barcelona como um prodígio e saiu consagrado como “dono do mundo”. Então com 19 anos, o jogador carioca revelado pelo Cruzeiro estreou pelo clube culé em 25 de agosto de 1996, com dois gols na goleada por 5 a 2 sobre o Atlético de Madrid, pela Supercopa da Espanha de 1996.

Foi uma história de amor tão intensa quanto efêmera. Na única temporada em que jogou na Catalunha, o camisa 9 fez um sucesso estrondoso, com 47 gols em 49 jogos, títulos da Supercopa da Espanha, Copa do Rei e Recopa Europeia, terminando a temporada eleito como o melhor jogador do mundo pela Fifa pela primeira vez. Sem acordo de renovação com a diretoria, Ronaldo acabaria se transferindo à Inter de Milão em 1997, e ganharia na Itália o seu apelido definitivo: fenômeno.

Ronaldo, então chamado de “Ronaldinho” (alcunha que perderia para o Gaúcho em 1999), foi capa de duas edições da revista PLACAR em 1996. Na de nº 1112, publicada em fevereiro, ainda como jogador do PSV, falava do interesse de gigantes europeus e que só seria negociado por 20 milhões de dólares, valor considerado altíssimo para a época.

“Depois de ter explodido às vésperas da Copa do Mundo dos Estados Unidos, o garoto-esperança virou jogador-realidade. Contratado por 6 milhões de dólares, justificou o investimento holandês em gols. Está com uma média de 1 gol por partida e virou o objeto do desejo de diversos clubes da Europa”, escreveu o repórter Sérgio Garcia na edição “O garoto de 20 milhões de dólares.”

“Nem Juninho, nem Giovanni. Nenhum brasileiro vale tanto quanto Ronaldo. A Inter de Milão estaria disposta a pagar a fábula de 20 milhões de dólares pelo atacante, hoje com 19 anos. Os italianos têm a prioridade no negócio e seus dirigentes declararam que não perderão Ronaldo em hipótese alguma”, prosseguiu a reportagem.

Em dezembro, a edição nº 1122, chamava Ronaldo de “dono do mundo”, após meia temporada de impacto do atacante no clube espanhol. “A cada vez que ele arreganha os dentões separados e parte para cima das defesas adversárias, a fanática torcida catalã vibra na arquibancada: gira no ar lenços brancos, estende as mãos como se estivesse adorando um Deus e não para de fazer contas” contou o repórter Sérgio Ruiz Luz sobre a relação do brasileiro com a torcida blaugrana.

Do primeiro gol pelo Cruzeiro ao último pelo Corinthians, PLACAR registrou toda a carreira de Ronaldo, em capas, entrevistas e reportagens históricas que estão  disponíveis em nosso Acervo Digital.  Assine e confira as mais de 1900 edições disponíveis.

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