No último sábado, 15, o Uberlândia bateu o CSA por 2 a 0, no estádio Rei Pelé, em Maceió, para conquistar o tão sonhado acesso à Série C do Brasileirão. Mas, para o clube que virou SAF no último mês de junho, esse foi apenas o começo da arrancada rumo à elite do futebol nacional. Isso porque, a gestão do Verdão do Triângulo Mineiro planeja injetar até R$ 150 milhões na equipe nos próximos anos.
Uberlândia na Série D
Para alcançar o acesso, o Uberlândia apostou em alguns nomes conhecidos, como Tomas Bastos, meia campeão da Série B pelo Botafogo em 2015, Marcos Calazans, ex-Fluminense e São Paulo, e Kayke Moreno, ex-Flamengo, Fluminense e Santos.
A campanha teve início no Grupo A11 da Série D do Brasileirão, onde se classificou com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Na segunda fase, superou o Rio Branco-ES com uma vitória por 2 a 0 fora de casa e um empate em 2 a 2 em casa. Já na fase seguinte, deixou para trás outra SAF, o Serra Branca-PB, com vitória 1 a o na Paraíba e novo empate em Minas Gerais.
Nas oitavas de final, o Verdão encarou a tradicional Portuguesa de Desportos. Vitória por 2 a 0, no Parque do Sabiá, e derrota por 1 a 0 no Canindé. Sendo assim, a queipe mineira avançou para as quarta de final, onde teria pela frente o CSA-AL. No entanto, o time alagoano, reconhecido pela série história de acessos entre 2016 e 2019, não conseguiu frear o ímpeto do Uberlândia, que venceu os dois jogos do mata-mata, 1 a 0 em casa e 2×0 fora. Destaque para Tomas Bastos, o artilheiro da equipe, com sete gols.
Agora, o Verdão aguarda o vencedor entre ABC e Nacional-AM, que jogam neste domingo, 16, para conhecer o rival das semifinais do torneio.
Das temporadas ruins à SAF
Após ser campeão da Taça CBF de 1984, equivalente a atual Série B, o Uberlândia amargou campanhas irregulares no que quer que disputasse. Com isso, a chegada do modelo SAF em 2026, trouxe novo fôlego aos mineiros, com a venda de 90% das ações do clube para um grupo liderado por Fábio Mineiro — nome ligado à reconstrução do Athletic Club, que se profissionalizou em 2018 e hoje joga a Série B.
Segundo o Globo Esporte, o projeto prevê investimento de R$ 100 milhões em 15 anos — valor que pode chegar a R$ 150 milhões por meio de adiantamento, caso o time chege à Série A. Nesse caminho, prioriza a reforma do Centro de Treinamento Ninho do Periquito e o trabalho junto às categorias de base.
Um das fontes de renda do Uberlândia vem da venda de naming rights para a Uber, aproveitando a coincidência das denominações, que preserva a indentidade do clube. Com isso, o aplicativo passou a estampa o logo na camisa da equipe, mas os valores da negociação realizada em abril não foram divulgados.










