A diretoria do Santos se reunirá nesta quarta-feira, 11, para discutir a permanência do técnico Juan Pablo Vojvoda. Uma ala ligada ao presidente Marcelo Teixeira, e o próprio cartola, entende que não há mais evolução no trabalho e que o ciclo do treinador pode ter chegado ao fim.

Procurado, o executivo de futebol do clube, Alexandre Mattos, se limitou a dizer que “a avaliação é constante” e que sempre há reuniões entre os dirigentes. O nome do técnico Cuca é o primeiro da lista dos dirigentes em caso de demissão. A multa alta de Vojvoda, contudo, ainda é considerada um entrave.

Segundo informações do jornalista Vagner Frederico, a quebra do vínculo com Vojvoda forçaria o Santos a cumprir com o pagamento integral do valor estipulado em contrato, válido até dezembro de 2026, estimado em R$ 11,7 milhões.

Pesou contra o argentino a atuação contestada do Peixe em Mirassol mesmo após 12 dias livres para trabalho. Após estar perdendo por 2 a 0, a equipe paulista reagiu – e quase virou o confronto -, mas o treinador acabou criticado nas redes sociais por decisões contestáveis na escalação, como o aproveitamento de Thaciano aberto pelo lado direito do ataque, além do deslocamento de Gabriel Bontempo, que jogou mais adiantado no meio-campo.

“É verdade que eles fizeram um bom jogo. Temos que reconhecer isso. Mas no primeiro tempo tivemos chances claras de gol também. Cometemos um erro em uma jogada no primeiro tempo, sofremos o gol. No segundo tempo não entramos bem no jogo. Eu destaco a resiliência, não desistir nunca e continuar lutando. Falei com os jogadores na pausa da hidratação. Fazemos um gol e entramos de novo no jogo. Os jogadores acreditaram. Eles mesmos estavam se cobrando. Depois empatamos o jogo e estivemos perto de conseguir os três pontos”, avaliou em entrevista coletiva.

Santos, de Vojvoda, tenta voltar a vencer após empate com o Grêmio na última rodada - Raul Baretta/Santos FC