A Ponte Preta enfrenta uma instabilidade extrema nos bastidores às vésperas da Série B de 2026. O clube perdeu jogadores fundamentais devido a graves atrasos salariais e uma crise administrativa que se intensificou após o rebaixamento no Campeonato Paulista.

Saídas enfraquecem o elenco

O lateral-direito Igor Inocêncio decidiu não assinar o contrato definitivo com a Macaca. O atleta optou pela transferência para o Botafogo-SP diante da falta de garantias financeiras em Campinas.

Outra perda de peso é o atacante Jeh, principal referência ofensiva da equipe. O jogador foi negociado com o Göztepe, da Turquia, por cerca de R$ 4,3 milhões. Embora a venda traga fôlego imediato ao caixa, a saída gera um vácuo técnico para o treinador Rodrigo Santana.

Punições da CNRD e o “Transfer Ban”

A crise financeira resultou em sanções da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Atualmente, a Ponte Preta está impedida de registrar novos reforços devido a dívidas não quitadas. O clube lida com mais de dez ações judiciais recentes que travam o planejamento esportivo.

Imbróglios jurídicos e rescisões

  • Atletas como Jean Dias, Wanderson e Everton Brito acionaram a Justiça para solicitar rescisões indiretas;
  • Ex-funcionários e membros da comissão técnica, como o preparador físico Léo Cupertino, também movem processos contra o clube;
  • O fluxo de caixa foi severamente afetado pela queda de receitas após o descenso no Estadual.

Desafios para a Série B

Apesar de ter conquistado a Série C em 2025, a Ponte Preta não conseguiu converter o sucesso esportivo em estabilidade financeira. O técnico Rodrigo Santana terá o desafio de remontar o time com recursos limitados, dependendo diretamente da resolução dos bloqueios jurídicos para inscrever novos atletas antes do início da competição nacional.