O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou na última segunda-feira, 23, o arquivamento do procedimento investigatório criminal contra o ex-presidente do Corinthians, Augusto Melo. A investigação apurava o suposto uso indevido de cartões corporativos do clube durante sua gestão.
Por que a Promotoria descartou irregularidades?
O pedido de arquivamento, assinado pelo promotor Cássio Roberto Conserino em 22 de março de 2026, baseia-se na conclusão de que não houve registro de compras ou aquisições no campo específico do cartão reservado à presidência. A análise técnica detalhou as faturas emitidas no período de 2 de janeiro de 2024 a 26 de maio de 2025.
Segundo o MP-SP, a falta de “justa causa” para a persecução criminal impede a continuidade do processo. A Promotoria descartou a existência de irregularidades fiscais ou despesas incompatíveis com os interesses da instituição por parte do ex-mandatário.
O que acontece com as outras investigações?
É importante ressaltar que o pedido de arquivamento é específico para a conduta de Augusto Melo neste caso. Outras frentes de investigação do Ministério Público continuam ativas e seguem trâmites distintos para apurar a saúde financeira do clube.
Frentes de investigação ativas no clube
- O uso de cartões por terceiros ou funcionários do clube segue sob análise em autos separados.
- As gestões dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves também são alvo de apurações em processos próprios.
- Movimentações financeiras em espécie ainda podem ser objeto de novos procedimentos investigatórios.
Próximos passos do processo judicial
Embora o Ministério Público tenha se manifestado favoravelmente ao encerramento do caso, a decisão final ainda depende da homologação judicial. O arquivamento traz um desdobramento importante para o compliance esportivo do clube, reduzindo a pressão jurídica sobre a gestão específica de Melo, embora não encerre todas as frentes de fiscalização financeira que envolvem o período investigado.









