O ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, abriu os bastidores de uma negociação frustrada para a contratação de Neymar, hoje no Santos. Em entrevista ao programa Fut&Papo, do site Lance, o ex-dirigente revelou que o clube carioca chegou a iniciar conversas diretas com o pai e o estafe do craque com a intenção de tirá-lo à época do Paris Saint-Germain.
A aproximação ocorreu anos atrás, durante um período em que o jogador demonstrava grande insatisfação no futebol francês, antes de sua milionária transferência para o Al-Hilal, da Arábia Saudita. O negócio não avançou devido às exigências contratuais e à realidade econômica inalcançável.
“Não é que eu tentei, eu cheguei a conversar com o pai dele, que é a pessoa que trata da carreira dele, quando ele estava no PSG. Mas ele tinha um contrato que, em determinado momento, ele poderia exercer ou não (uma opção), e um pouco mais à frente era o PSG que poderia exercer. E o PSG tinha deixado claro que iria exercer”, disse Braz.
A sondagem rubro-negra aconteceu justamente em meio à turbulenta temporada 2022/23 de Neymar em Paris. O Flamengo tentou entender as brechas contratuais, mas o cenário era blindado pelo PSG, que havia desembolsado 222 milhões de euros pelo jogador em 2017 e possuía cláusulas automáticas de renovação que pretendia exercer.

Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo – Marcelo Cortes/Flamengo
“É o tipo da contratação na época que não dava para fazer conta. Você tinha que chegar, conversar com o pai e construir um projeto financeiro porque não podia sair do caixa do Flamengo, de maneira nenhuma, os pagamentos salariais dele. Até porque eu sabia quanto era na época. Fui em direção do pai para entender essa insatisfação, essa instabilidade quando ele estava no PSG. Encontrei ele no Copacabana Palace, para ser mais exato. Me tratou com o maior respeito do mundo, sempre trataram com o maior respeito do mundo, o pai em relação ao Flamengo, um carinho enorme, uma relação boa comigo. Eu não tive as condições para tentar trazer ele porque foram condições que aconteceram depois da minha saída. Nesta época, ele estava sob contrato do PSG, que tinha pago 222 milhões de euros por ele”, revelou Braz.









