Ídolo do Grêmio e no clube por quase uma década, o zagueiro Walter Kannemann concluiu o processo de naturalização brasileira e passou agora a ter a cidadania do país. A mudança tem impacto direto na montagem do elenco tricolor, já que o defensor deixa de ocupar uma vaga de estrangeiro nas competições nacionais, o que amplia as opções do clube.

No futebol brasileiro, os regulamentos da CBF permitem que apenas nove atletas estrangeiros sejam relacionados por jogo. Antes da naturalização, o Grêmio precisava administrar cuidadosamente essa limitação, pois o elenco contava com vários jogadores de fora do país.

Ao todo, até Kannemann se naturalizar brasileiro, o Grêmio somava 11 estrangeiros: Balbuena, Kannemann, Noriega, Pérez, Nardoni, Amuzu, Monsalve, Pavón, Enamorado, Villasanti e Braithwaite.

Com o novo passaporte, o zagueiro passa a ser considerado atleta brasileiro para efeitos de regulamento e ajuda a liberar uma vaga para outro estrangeiro no grupo.

Além do aspecto burocrático, a naturalização simboliza também a ligação de Kannemann com o clube e com o Brasil. O zagueiro argentino chegou ao Grêmio em julho de 2016 e se tornou um dos jogadores mais identificados com a torcida tricolor, acumulando anos de titularidade, liderança defensiva e participação em títulos.

A passagem de Kannemann pelo Grêmio

Kannemann foi contratado pelo Grêmio em 2016 após passagem pelo Atlas, do México. Desde então, transformou-se em um dos pilares da defesa do clube gaúcho e em um dos estrangeiros mais marcantes da história tricolor.

Ao longo de sua trajetória no clube, o zagueiro acumulou mais de 330 partidas, além de marcar alguns gols e contribuir com assistências. Em termos de títulos, o argentino construiu um currículo expressivo com a camisa gremista. Ele participou das conquistas da Copa do Brasil de 2016, da Libertadores de 2017 e da Recopa Sul-Americana de 2018, além de levantar diversos troféus estaduais ao longo dos anos.

No total, são 15 títulos pelo Grêmio, incluindo também campeonatos gaúchos e Recopas Gaúchas.