Em noite fria e chuvosa de sábado, 8, o Coritiba superou as adversidades e venceu a Chapecoense por 2 a 1, no Couto Pereira, em duelo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Em uma partida marcada por um alto número de substituições forçadas e uma pressão surpreendente do time visitante na etapa final, o Coxa contou com a eficiência do ataque e intervenções defensivas cruciais para garantir os três pontos e se reabilitar da derrota sofrida na rodada anterior.
Bola aérea define vantagem em primeiro tempo acidentado
O confronto começou com o Coritiba tentando impor seu ritmo em casa, tendo Lavega como o principal articulador das jogadas. No entanto, o jogo logo se tornou truncado, com muitas faltas e interrupções. Aos 30 minutos, a bola parada fez a diferença: Josué cobrou escanteio na medida e o zagueiro Tiago Cóser subiu mais que a defesa catarinense para testar firme e abrir o placar. Na comemoração, o defensor homenageou companheiros lesionados, um prenúncio do que viria a seguir.
A reta final da primeira etapa foi marcada por uma verdadeira bruxa solta. Josué e Max deixaram o campo machucados, e o jogo perdeu fluidez. O Coritiba ainda chegou a balançar as redes novamente com Jacy, aos 43 minutos, mas o lance foi anulado pelo VAR por impedimento na origem da jogada, mantendo a vantagem mínima até o intervalo.
Sufoco visitante e o milagre de Moledo
O segundo tempo começou com o Coritiba desperdiçando chances claras de liquidar a fatura. Pedro Rocha, acionado em velocidade, chegou a carimbar a trave direita do goleiro Anderson. O castigo pelos gols perdidos quase veio em forma de domínio adversário. A Chapecoense, mesmo segurando a lanterna do campeonato, adiantou as linhas, tomou conta da posse de bola e passou a encurralar os donos da casa, gerando vaias da torcida coxa-branca.
O momento de maior tensão ocorreu aos 35 minutos da etapa final. Após jogada trabalhada, Rossi finalizou com perigo dentro da área e o zagueiro Rodrigo Moledo, que havia entrado no lugar do lesionado Jacy, salvou em cima da linha, evitando o empate que parecia iminente.
Alívio no fim e castigo tardio
A máxima do futebol puniu a Chapecoense logo após o milagre de Moledo. Aos 37 minutos, em um rápido contragolpe, Tinga inverteu a jogada, Felipe Jonatan acionou Lavega, que cruzou rasteiro para Pedro Rocha. O atacante pegou de primeira, no meio da marcação, para ampliar o marcador e trazer alívio às arquibancadas do Couto Pereira.
Nos acréscimos, a Chapecoense continuou lutando. O goleiro Pedro Morisco ainda fez uma defesa espetacular em chute de Ramirez, mas não conseguiu evitar o gol de honra dos visitantes. Aos 50 minutos, Bruno Pacheco cruzou da esquerda e Tulio Eduardo, livre de marcação, finalizou de chapa para diminuir. Apesar do esforço final, o apito encerrou a partida com a vitória paranaense, mantendo a equipe catarinense na última posição da tabela.










