Agora ex-diretor do São Paulo, Carlos Belmonte aproveita os seus dias longe do futebol para descansar a cabeça. O dirigente concedeu entrevista nesta terça-feira, 2, ao Debate PLACAR e defendeu a possibilidade da adesão de um modelo de SAF no Tricolor. Belmonte também explicou o motivo da sua saída do cargo, falou de vendas e lesões de atletas no programa da PLACAR no YouTube.
Belmonte deixou o São Paulo depois da goleada sofrida por 6 a 0 sofrida para o Fluminense, no Maracanã. Segundo o ex-diretor, a saída se deu por não concordar com a presença do superintendente Márcio Carlomagno no CT. A atitude foi um pedido do presidente Julio Casares.
“Tenho muito cuidado ao falar do presidente Julio. Tomei a decisão de sair porque ele achou melhor levar o superintendente para dentro do CT. Não concordava e tomei a decisão de sair”, disse Belmonte.
O dirigente também esclareceu a possibilidade do São Paulo se tornar uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Para Belmonte, qualquer proposta tem que ser ouvida para fazer com que o clube volte aos caminhos de vitórias.
“Não sou contrário à SAF. O Palmeiras e o Flamengo, por exemplo, são clubes associativos e estão indo muito bem. Do outro lado, temos exemplo de SAFs que não foram bem. Não é essa a questão, mas acho que temos que ouvir”, disse.
Confira trechos da entrevista com Belmonte
Candidato à presidência
Isso ainda é muito recente. Não quero pensar nisso nesse momento. Quero estar com a minha família e cuidar das minhas empresas. Lá na frente, quando chegar junho, julho, quem sabe. Mas agora não quero pensar nisso. Não descarto, mas também não quero trabalhar nesse sentido. Se meus pares acharem que sou um bom nome, posso me candidatar lá na frente.
Departamento médico do São Paulo
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O São Paulo precisa melhorar processos. O processo de fisioterapia, resolvemos. O processo médico é bastante qualificado. O que tínhamos que resolver, e aí não é se o profissional é ou não qualificado, é preciso melhorar na fisiologia. A fisiologia do São Paulo precisa ser mais encorpada, em equipamentos e em profissionais. Os profissionais que são da casa devem influenciar mais na comissão técnica do treinador.
Preparação física e comissão permanente
O que defendo do processo é que a preparação física seja do São Paulo. O preparador físico que chegar com o treinador tem que se adaptar a esse modelo para evitar alterações muito bruscas e causando lesões. O problema é de processo.
SAF no São Paulo
Qualquer projeto de SAF tem que ser ouvido. Não sou contrário ao projeto. Temos que entender o projeto, o que é o São Paulo. Muito foi falado sobre o Diego Fernandes, que teria um projeto para o São Paulo. Se ele tiver mesmo um projeto, ótimo. Temos que ouvir. Não sou contrário à SAF. O Palmeiras e o Flamengo, por exemplo, são clubes associativos e estão indo muito bem. Do outro lado, temos exemplo de SAFs que não foram bem. Não é essa a questão, mas acho que temos que ouvir.
Venda de jogadores
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Quando o clube está bem financeiramente, chega a proposta e você recusa. Clubes como o São Paulo, que passa por dificuldades financeiras, a proposta já chega mais baixa. É a lei do mercado. Você tenta negociar o máximo que você pode. Vendemos um atleta como o William, o Lucas Ferreira, com dor no coração. Mas tenho que vender os atletas para pagar o resto do elenco. Dentro dessa situação, algumas vendas foram melhores e outas piores.
Dívida do São Paulo
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A dívida do São Paulo está longe de ser incontrolável. Por isso, sempre digo que tem que se investir no futebol. O único jeito de diminuir a dívida é com um time de futebol forte. Isso não quer dizer que tenha que investir loucamente, mas temos que buscar uma forma de não parar de investir no futebol.
Amizade com Julio Casares
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Tenho muito cuidado ao falar do presidente Julio. Tomei a decisão de sair porque ele achou melhor levar o superintendente para dentro do CT, não concordava e tomei a decisão de sair. Mas nunca vou falar mal do presidente Júlio porque ele me colocou no futebol. Ganhamos e perdemos juntos. Tenho gratidão por ele, mas posso discordar de algumas atitudes. Seria deselegante e desonesto dizer o contrário. Fiquei insatisfeito e, nesse momento, decidi sair.










