Em meio à crise política, o presidente Augusto Melo deu explicações nesta segunda-feira, 10, no CT Joaquim Grava, sobre o atual momento do Corinthians. O dirigente culpou os opositores pela saída da patrocinadora VaideBet, que rescindiu o contrato de 370 milhões de reais até o fim de 2026.

Melo iniciou a entrevista coletiva anunciando o nome novo diretor jurídico, Leonardo Pantaleão, e admitindo a sua parcela de culpa ao “confiar em pessoas erradas”. A casa de apostas alega que o acordo teria passado ilegalmente por um “laranja” para que o patrocínio máster na camisa fosse fechado. As explicações dadas pelo Timão, juntamente com a contratação de uma empresa para realizar uma auditoria, não foram suficientes para a empresa. Por lei, casas de apostas não podem ser envolvidas em um esquema de corrupção.

“Traição é a pior coisa que existe na face da terra. Você nunca sabe de onde vem. E, às vezes, vem de onde você menos espera. Agora, vou errar pela minha caneta. Tentaram de toda a forma me controlar, mas sou sujeito homem e tenho que honrar a minha família”, disse o presidente em mais de uma hora e meia de entrevista. “Não existe nada provado. Existe o que falam. Isso se chama traição.”

Quando questionado, Melo disse ainda que o inquérito policial e auditoria interna vão responder quem é o traidor, quem “verdadeiramente não torce para o Corinthians”. O presidente também disse que os jogadores estão ao seu lado.

“Estamos sangrando, mas honrando compromissos. Chamei os atletas, conversei e até me arrepiou porque eles disseram que estavam fechados comigo”, disse.

“Os opositores que não querem o bem do Corinthians, que não aceitam que perderam a eleição. Será que querem o bem do Corinthians? Muitas pessoas não querem o bem do Corinthians e usam isso para nos deixarmos com problemas financeiros. Essa gestão está resgatando grandes empresas, nomes e quem acredita no Corinthians e na torcida”, disse o presidente.

Carlos Miguel de saída do Corinthians?

Carlos Miguel, Corinthians - Rodrigo Coca/Agência Corinthians