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Wendell Lira, do Puskás aos games: ‘Vivo melhor no futebol virtual’

Ganhador do prêmio de gol mais bonito do mundo em 2015, goiano deixou os gramados para se tornar uma referência nos e-sports do país

Por Luiz Felipe Castro6 min de leitura
O mundo dos e-sports é muito difícil porque tem muitos outros jogadores que são bons, com talentos, aqui no Brasil tem muitos. Para mim, o maior celeiro de grandes jogadores de Fifa está aqui no Brasil, então para classificar para um Mundial é muito difícil. Eu já venho jogando competitivo, não só de Fifa, mas de e-sports, há muito tempo. Desde 2010 jogo profissionalmente o PES, fui campeão brasiliense, fui campeão goiano amador, dispeitei a Copa ????, disputei Copa do Brasil. No Fifa consegui classificar para alguns mundialitos, em 2017 fui para três, em 2018 para dois, em 2020 para dois e agora no Fifa 2021 estamos com uma temporada diferente por conta da pandemia, mas espero muito poder ir para o Mundial que vai ser a realização de um sonho. Mas acho que o maior legado que posso deixar é que ajudei a construir esse cenário no Brasil. Quando fiz essa mudança do futebol real para o virtual acabei tendo que brigar muito, bater de frente com as pessoas para mostrar o quanto ser jogador de videogame é uma profissão, as pessoas entenderem isso. E fico feliz que hoje as pessoas possam olhar para nós de maneira diferente, os clubes, as empresas, acho que esse é o maior troféu que posso ter nos e-sports
O mundo dos e-sports é muito difícil porque tem muitos outros jogadores que são bons, com talentos, aqui no Brasil tem muitos. Para mim, o maior celeiro de grandes jogadores de Fifa está aqui no Brasil, então para classificar para um Mundial é muito difícil. Eu já venho jogando competitivo, não só de Fifa, mas de e-sports, há muito tempo. Desde 2010 jogo profissionalmente o PES, fui campeão brasiliense, fui campeão goiano amador, dispeitei a Copa ????, disputei Copa do Brasil. No Fifa consegui classificar para alguns mundialitos, em 2017 fui para três, em 2018 para dois, em 2020 para dois e agora no Fifa 2021 estamos com uma temporada diferente por conta da pandemia, mas espero muito poder ir para o Mundial que vai ser a realização de um sonho. Mas acho que o maior legado que posso deixar é que ajudei a construir esse cenário no Brasil. Quando fiz essa mudança do futebol real para o virtual acabei tendo que brigar muito, bater de frente com as pessoas para mostrar o quanto ser jogador de videogame é uma profissão, as pessoas entenderem isso. E fico feliz que hoje as pessoas possam olhar para nós de maneira diferente, os clubes, as empresas, acho que esse é o maior troféu que posso ter nos e-sports

Wendell Lira se tornou uma figura do futebol mundialmente conhecida, não graças a uma carreira brilhante nos gramados, mas por um momento de enorme inspiração coletiva. Jogando pelo Goianésia, em partida do Campeonato Goiano de 2015 diante do Atlético Goianiense, ele marcou um belíssimo gol de voleio, após passe surpreendente do companheiro Nonato. O incrível gesto técnico lhe rendeu o prêmio Puskás da Fifa, entregue ao autor do gol mais bonito do ano, superando até mesmo uma arrancada de Lionel Messi. Seis meses depois da façanha, Wendell Lira, farto das decepções como atleta de clubes médios ou pequenos, decidiu pendurar as chuteiras e se dedicar ao que até então era seu maior hobby: os videogames. Aos 32 anos, ele garante ter feito a escolha certa.

Formado nas categorias de base do Goiás, o ex-atacante chegou a ter passagens por seleções brasileiras de base, mas não obteve uma trajetória constante. Perambulou…

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