Walace Borges foi um dos 40 votantes da eleição de PLACAR que listou os 100 maiores jogadores de todos os tempos. O comentarista da TNT Sports apontou Pelé como o número 1, mas disse “não ser crime” considerar que Lionel Messi esteja perto de entrar no panteão do futebol.
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“Existe um panteão do jogo, uma sala em que o Pelé está sentado sozinho desde quando ele se aposentou. O Pelé está sentado nesta sala, curtindo o banquete maravilhoso lá dentro. O Messi bate na porta, fala, posso entrar? O Pelé olha para ele. E tem mais uma Copa do Mundo para esse cara [Messi] jogar. Talvez ao final dessa Copa do Mundo, o Messi entre, sente nessa mesma mesa que o Pelé e a discussão, seja de fato, quem é o melhor jogador da história de futebol”, considerou Walace Borges.
“Hoje, se alguém vira para mim e diz ‘eu acho que o Messi foi mais jogador que o Pelé’, eu vou falar ‘cara, eu discordo de você, mas o que você está falando não é nenhum absurdo. Não é um crime, não é um 9-0, não vou te prender…'” prosseguiu o jornalista, que ponderou um possível protecionismo por parte dos votantes brasileiros.
“Acho que quando se diz que ‘Pelé é Pelé’, e essa discussão não é aberta, existe sim um protecionismo, talvez uma dose de pachequismo […] Mas tem um ponto sobre Messi, Maradona, Cristiano Ronaldo e Ronaldo, que é a documentação do jogo. Todos os gols do Messi têm replays das mais variadas câmeras. O Pelé não tem isso, não teve o poder mediático que a internet e a TV trazem. Por isso, faz sentido um certo protecionismo da nossa parte, quase como uma defesa do acervo do jogo.”
Dentre os craques do passado, além de Pelé, Walace elegeu Beckenbauer, Cruyff, Garrincha, Di Stéfano, Puskás em seu top 10. “Quando eu olho para o jogo, eu me sinto obrigado a estudá-lo com o contexto da época, e fico muito decepcionado quando eu vejo comentaristas da minha geração falarem que na época do Pelé e do Garrinha só tinha pedreiro [jogando], como se esses jogadores fossem viajantes do tempo, como se eles tivessem o preparo físico do jogador de hoje em dia, como se eles tivessem o preparo mental, dinheiro, etc… Então, eu respeito muito o que veio antes e contextualizo para mostrar o quanto esses caras eram melhores de fato com o que tinha a época”, afirmou.









