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Um jeito de corpo

Para tornar a Olimpíada mais atrativa ao jovem, organização dos Jogos de Paris-2024 quer incluir na disputa o breaking, a versão competitiva da dança de rua

Por Alexandre Senechal3 min de leitura
VAI PARA O PÓDIO? - A França tem a segunda maior comunidade de “atletas-dançarinos” do mundo: 1 milhão de pessoas
VAI PARA O PÓDIO? - A França tem a segunda maior comunidade de “atletas-dançarinos” do mundo: 1 milhão de pessoasAFP or licensors

Nascido no bairro nova-iorquino do Bronx em meados dos anos 1970, o break, estilo de dança que combina coreografia com habilidades dignas de um contorcionista (ao som de rap, é claro), está prestes a dar seu passo mais ousado. O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024 anunciou que a versão competitiva desse pilar da cultura hip-hop, o breaking, estará presente no evento como modalidade esportiva — como o salto em distância ou a natação. “Queremos tirar os esportes dos ginásios”, disse o chefe do comitê Paris-2024, Tony Estanguet, ao apresentar a ideia, que ainda será submetida ao crivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) em dezembro de 2020.

Mas, afinal, dança de rua é esporte? Para os defensores do breaking, não há dúvida. “Trata-se de uma modalidade extremamente atlética, competitiva e popular entre os jovens”, disse a VEJA a diretora esportiva do Paris-2024, Aurélie Merle. “Queremos um evento…

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