O futebol mundial está em festa nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, graças ao aniversário de 80 anos de um dos maiores gênios da bola: Roberto Rivellino. O adjetivo não é exagerado, como mostra a colecionador de PLACAR, de maio de 1992, que perfilou “Os 10 Gênios do Futebol Brasileiro de 1970 a 1992″.
O jornalista Celso Unzelte, ilustre corintiano e um dos nomes mais importantes da história da revista, foi o responsável pelo texto sobre o ídolo de Corinthians, Fluminense e seleção brasileira. “O gênio indomável”, como definiu Unzelte.
Os outros nove craques pós-Pelé perfilados foram Tostão, Zico, Gérson, Falcão, Carlos Alberto, Sócrates, Júnior, Ademir da Guia e Jairzinho. Confira, abaixo, o perfil do aniversariante do dia na íntegra (à época, o nome do ídolo nacional era grafado como Rivelino, sem o segundo L de batismo).:

Edição de maio de 1992 homenageou os 10 gênios do futebol brasileiro de 1970 a 1992 – PLACAR
Rivelino, gênio indomável
Elétrico, genioso, dono de um chute atômico, Riva encantou a torcida dos anos 70
Celso Unzelte
Durante os dezoito anos em que jogou futebol, Roberto Rivelino se expôs por inteiro. Como craque e como homem. A eletricidade presente em cada um de seus dribles, a agilidade nervosa com o pé esquerdo, o. lançamento longo, malicioso, o estufar das redes adversário com um tiro mortal revelavam, também, um pouco do temperamento explosivo de seu criador. Um gênio indomável, criticado nas derrotas e ao mesmo tempo reconhecido como a forca que levava sua equipe à glória.
Foi sempre assim, no Corinthians, no Fluminense, na Seleção Brasileira ou, por último, no El Helal, da Arábia Saudita. E também até antes de tudo isso. “Se o meu time estivesse perdendo, eu chorava”, confessa Rivelino ao se recordar das peladas de infância no Colegio Meninópolis, onde estudava. O padre Carlos, um de seus primeiros professores, vivia implorando para que os outros garotos deixassem o pequeno craque fazer nem que fosse um golzinho, pois só assim o jogo terminaria em paz.
















