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Rio 2016: Um atraso de risco

Com os Jogos do Rio se aproximando, uma etapa crucial do plano de segurança nem sequer saiu do papel. O desfecho dessa história pode significar cifras muito acima do previsto

Por Leslie Leitão4 min de leitura
DUAS MEDIDAS - O Parque Olímpico, no Rio: as obras estão dentro do cronograma; já o esquema de segurança corre contra o tempo, como aconteceu no Pan
DUAS MEDIDAS - O Parque Olímpico, no Rio: as obras estão dentro do cronograma; já o esquema de segurança corre contra o tempo, como aconteceu no Pan

Anunciado pelas autoridades como “o maior esquema jamais visto na história do país”, o plano de segurança para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016, terá 85 000 policiais e militares, colaboração entre ministérios e secretarias e até uma inédita central antiterrorismo. No papel, tudo parece bem costurado, adequado, mas nos bastidores sabe-se que esse é um roteiro permeado por arranjos de última hora e atrasos. Precisar, não precisava, já que a cidade teve sete anos para se preparar. Ainda assim, segundo a reportagem de VEJA apurou, iniciativas elementares só começaram a ser tomadas agora. Nesta semana, a apenas nove meses dos Jogos, uma empresa especializada começará (isso mesmo, começará) a definir o chamado Projeto Segurança Eletrônica das Instalações. Trata-se da colocação de câmeras, sensores e alarmes para monitorar a estrutura olímpica. O trabalho tem prazo de três meses para terminar. Aí então terão início a compra de…

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