“Que seja um final feliz”, diz o velejador Robert Scheidt
Aos 46 anos, ele disputará em Tóquio sua sétima Olimpíada

Meu sonho de virar atleta olímpico nasceu em 1984, quando vi pela televisão Joaquim Cruz dar aquelas passadas para o ouro nos 800 metros dos Jogos de Los Angeles. Eu tinha apenas 11 anos. Os iatistas Alex Welter e Torben Grael, obviamente, foram outras fontes de inspiração. Mas só tive a noção do que era a Olimpíada quando estive lá pela primeira vez, em 1996. Apesar de ser a minha estreia, cheguei a Atlanta como favorito. Afinal, era o bicampeão mundial da classe Laser. Fui para os Estados Unidos pensando tratar-se somente de mais uma competição. Uma competição grande, claro. Mas não tinha a percepção do que aconteceria após os Jogos, ainda mais ganhando uma medalha de ouro. Aos 23 anos, recém-formado em administração de empresas, o projeto era ir para o torneio, dar meu máximo e, em seguida, “trabalhar”, seguir outra carreira. Mas, depois de viver toda aquela emoção,…
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