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Por dinheiro, Andrés Sanchez volta a ameaçar tirar o Corinthians da Libertadores

O dirigente e deputado federal (PT-SP) condicionou a participação no torneio ao aumento da premiação oferecida pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol)

O deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) voltou a falar com sua tradicional empáfia sobre a possibilidade de tirar o Corinthians da disputa da Copa Libertadores da América de 2016.Em um evento beneficiente na manhã deste sábado, o ex-presidente e atual superintendente de futebol do clube paulista ganhou até claque de alguns torcedores ao seu redor no discurso inflamado contra a Conmebol.

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“Ainda vamos discutir se disputaremos a Libertadores. Iremos ao Paraguai na terça-feira e, se não aumentarem as cotas, o Corinthians não disputará. A gente entende que é ridículo receber mais dinheiro no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil e no Brasileiro do que na Libertadores”, disse Andrés, que aproveitará o sorteio dos grupos da próxima edição do torneio continental para pleitear mais dinheiro para o clube.

A reivindicação é antiga, dos tempos em que Andrés Sanchez ainda presidia o Corinthians. Mais recentemente, no entanto, o deputado federal passou a utilizar a ameaça de deixar a competição (hipótese bastante improvável) para que as suas palavras ganhassem maior repercussão.

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“É preciso aumentar as cotas. Hoje, a gente não pode nem colocar os nossos patrocínios no estádio quando a Conmebol chega aqui. Essas coisas têm que mudar. Não tem cabimento. Então, se falarem que o caminho é não disputar a Libertadores, o Corinthians não disputa, sem problema algum”, insistiu, sem quantificar o que vislumbra receber. “Não vou falar em valores, mas o que se paga hoje é ridículo. O Corinthians jogou a Libertadores três anos seguidos e ficou devendo.”

Segundo o dirigente, a negociação com a Conmebol já estava em andamento – e foi interrompida pelos escândalos de corrupção na entidade sul-americana. “Quem é o presidente? Quem manda lá? Conversamos com um, e ele está preso. Aí, conversamos com o segundo, e está preso”, gargalhou Andrés, sarcástico. O presidente interino é o uruguaio Wilmar Valdez, sucessor do paraguaio Juan Ángel Napout.

Influente na política do futebol brasileiro, Andrés Sanchez tem mais dificuldades para se impor a nível continental. “Se a gente não disputar a Libertadores, não acontece nada. Como os argentinos falam, ‘vocês, brasileiros, são só convidados’. Então, desconvida”, esbravejou o corintiano, já irritado com o assunto. “Hoje, está mais fácil a gente não participar.”

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(com Gazeta Press)

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