Olimpíada: pandemia joga balde de água fria na festa de marketing
O torneio em Tóquio vendeu cotas de patrocínio como nunca, mas o clima é de frustração e desânimo para as empresas

Sediada na mais rica e arrojada metrópole da Ásia, a Olimpíada de Tóquio prometia ser uma vitrine privilegiada para empresas dispostas a associar sua imagem a conceitos como superação, congraçamento entre os povos e diversidade. Faltando uma semana para a abertura dos Jogos, essa perspectiva era cada vez mais duvidosa. A situação, que já era desanimadora no início do ano, quando o governo japonês baniu a participação de torcedores estrangeiros dos estádios, ficou ainda pior no último dia 7, quando os patrocinadores foram avisados que as instalações seriam também vetadas ao público japonês em meio à decretação do estado de emergência na capital pelo risco de uma nova onda de infecções pela Covid-19.
Sem turistas nem torcedores para apreciarem a exposição de suas marcas pela cidade e sem presentear clientes, parceiros, autoridades e celebridades com ingressos para os Jogos, os patrocinadores ainda tentam contabilizar os prejuízos — e decidir o…
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